Aeroporto do Porto duplica passageiros e rotas na última década

Em 2015, o aeroporto Francisco Sá Carneiro atingiu os 8,1 milhões de passageiros.

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As rotas servidas a partir do Francisco Sá Carneiro praticamente duplicaram entre 2005 e 2015 Adriano Miranda

O aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, que a região norte diz estar a ser abandonado pela TAP, duplicou o número de passageiros e as rotas nos últimos dez anos.

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O aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, que a região norte diz estar a ser abandonado pela TAP, duplicou o número de passageiros e as rotas nos últimos dez anos.

Em 2015, o aeroporto do Porto atingiu os 8,1 milhões de passageiros, um aumento de 16,7% face ao ano anterior, o segundo maior crescimento entre os aeroportos nacionais, depois dos Açores, que beneficiou do efeito da liberalização das ligações aéreas e assim da entrada em operação das chamadas companhias de baixo custo.

Nos últimos dez anos, o número de passageiros do aeroporto Francisco Sá Carneiro subiu dos 3,1 milhões em 2005, para os 8,1 milhões em 2015, ano em que assinalou 70 anos de existência, segundo dados da ANA - Aeroportos de Portugal.

Este aumento da procura atraiu mais companhias aéreas: eram 16 em 2005 e no final de 2015 eram 21, sendo que muitas delas acabaram por instalar base operacional no aeroporto portuense, como a Ryanair e a EasyJet.

Ainda mais significativo foi o crescimento das rotas servidas a partir do Francisco Sá Carneiro, que praticamente duplicaram, de 38 para 74, entre 2005 e 2015, sendo o cancelamento de quatro ligações a cidades europeias (Milão, Bruxelas, Barcelona e Roma) anunciado pela TAP a razão do descontentamento das forças políticas do norte, lideradas pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, mas também por associações empresariais.

A TAP explicou que, apesar das boas taxas de ocupação, os custos da operação dessas quatro rotas não permitem actualmente a rentabilidade da sua operação, que tinham um prejuízo de 8,02 milhões de euros.

Conhecida a nova distribuição do capital da companhia aérea, com o Estado a ficar 50% do capital, tem sido pedida intervenção do Governo, que, pela voz do ministro da tutela, Pedro Marques, explicou que a definição de rotas é uma questão operacional, o que fica nas mãos dos privados, isto é, do consórcio Atlantic Gateway, de Humberto Pedrosa e de David Neeleman.

É nesse sentido que Rui Moreira se reúne hoje com o primeiro-ministro, António Costa.

Na terça-feira, a Ryanair anunciou voos adicionais a partir do Porto para Barcelona, Milão e Bruxelas, as rotas que serão suspensas em Março pela TAP, e prometeu avaliar as oportunidades da decisão da transportadora aérea nacional.