Há onze escolas e 230 alunos com mandarim no 10.º ano

Ministro da Educação confirmou atraso na chegada dos professores chineses, mas disse que as aulas "estão a começar".

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Rui Gaudêncio/Arquivo

No comunicado divulgado ao fim da tarde desta terça-feira, o MEC não indica se os 10 professores chineses, que são pagos pelo Governo da República Popular da China, já estão a dar aulas. <_o3a_p>

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No comunicado divulgado ao fim da tarde desta terça-feira, o MEC não indica se os 10 professores chineses, que são pagos pelo Governo da República Popular da China, já estão a dar aulas. <_o3a_p>

Na sexta-feira passada confirmou a informação obtida pelo PÚBLICO, segundo a qual várias turmas de mandarim continuavam sem aulas duas ou mais semanas depois do início do ano lectivo, devido a “uma demora na chegada dos docentes”. Segundo o gabinete de imprensa do MEC isso prendia-se com “um atraso na emissão de documentos chineses necessários para a emissão de visto pelas autoridades portuguesas”. Nesta terça, no fim da visita a uma das escolas secundárias envolvidas no projecto, a Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira, o ministro, Nuno Crato, disse, segundo a Lusa, que “essas questões estão ultrapassadas” e as aulas “estão a começar”.

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Na mesma ocasião, o ministro explicou o facto de haver mandarim em apenas 11 escolas com motivos "logísticos". "Tivemos de apontar para os casos onde havia uma concentração de estudantes mais intensa que pudesse garantir um funcionamento mais regular. Mas temos a certeza que para o ano serão 100 e para o outro ano serão mais", afirmou.<_o3a_p>

As orientações curriculares para o ensino do mandarim, preparadas por um grupo de peritos coordenado pela Direcção-Geral da Educação (DGE) e que integrou representantes indicados pelas Instituições de Ensino Superior e outros parceiros neste projecto, estão já disponíveis, informou ainda o MEC.

O protocolo que define os termos da cooperação com o Hanban foi celebrado numa altura em que em vários outros países ocidentais havia já universidades e autoridades regionais da educação a cancelar acordos com aquele organismo, por considerarem que a sua presença podia “ameaçar a liberdade académica e promover a vigilância de estudantes chineses no estrangeiro”, segundo o resumo feito pela agência Reuters a propósito das razões da decisão.

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Na altura, como nesta terça-feira, o MEC recordou que o projecto “será acompanhado e monitorizado por um grupo de trabalho” que deverá “elaborar um relatório sobre o seu funcionamento e, no fim do ano escolar 2016/2017, um relatório final de avaliação”. <_o3a_p>

As escolas abrangidas neste projecto-piloto pertencem aos concelhos de Loulé, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Coimbra, Aveiro, Elvas, Lisboa, Vila Franca de Xira, Almada, Matosinhos e Marinha Grande. Com Lusa

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