Cheques-dentista podem vir a ser alargados aos jovens de 18 anos

Ministério estuda extensão do programa que atribui cheques-dentista às crianças e jovens, mas ainda não há decisões.

Foto

“Tão cedo quanto possível gostaríamos de alargar para os 18 anos. Essa é uma matéria que vai ter de ser estudada com a Direcção-Geral da Saúde. Se as condições existirem, e não basta apenas meter mais dinheiro no programa, com certeza que gostaríamos muito de cumprir o programa até aos 18 anos”, afirmou Leal da Costa, citado pela agência Lusa.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

“Tão cedo quanto possível gostaríamos de alargar para os 18 anos. Essa é uma matéria que vai ter de ser estudada com a Direcção-Geral da Saúde. Se as condições existirem, e não basta apenas meter mais dinheiro no programa, com certeza que gostaríamos muito de cumprir o programa até aos 18 anos”, afirmou Leal da Costa, citado pela agência Lusa.

Para Paulo Melo, secretário-geral da Ordem dos Médicos Dentistas, que sublinha que "esta é uma das ideias que está em cima da mesa" num cenário de alargamento deste programa, passar a dar um cheque-dentista aos jovens de 18 anos por ano implicará "uma dotação orçamental maior". Actualmente, o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (os chamados cheques-dentista) abrange já crianças e jovens que frequentam as escolas públicas aos sete, dez, 13 e 15 anos, tal como as grávidas seguidas nos serviços públicos, os idosos que recebem o complemento solidário e os portadores de VIH/sida.

Um estudo apresentado durante a cerimónia e que o PÚBLICO antecipou prova que a situação da saúde oral nas crianças e jovens melhorou de forma expressiva nos últimos anos. O número de cáries dentárias nas crianças de seis e 12 anos diminuiu substancialmente entre 2000 e 2013. Neste último ano, mais de metade das crianças daquelas idades apresentava-se já livre de cáries. Uma evolução significativa: o total de crianças com seis anos que nunca tinha tido cáries passou de 33% para 54% entre 2000 e 2013.

Evolução semelhante foi observada nas crianças de 12 anos — 53% não tinham qualquer cárie em 2013. Quando analisados os jovens com 18 anos, porém, esta percentagem baixa para cerca de um terço (32,4%).

De acordo com os responsáveis do estudo, a situação nas crianças e jovens de menos de 18 anos melhorou devido à redução dos níveis de doença, mas graças ao aumento da resposta curativa, nomeadamente através deste programa que atribui cheques-dentista.

Elaborado em parceria com a Ordem dos Médicos Dentistas, este estudo da Direcção-Geral da Saúde analisou uma amostra de 1326 crianças aos seis anos, 1309 aos 12 anos e 1075 aos 18 anos, com representatividade nacional e regional, do continente e das regiões autónomas. com Lusa