Assessor de Passos responde a Seguro em nome de Lagarde

O assessor económico do primeiro-ministro, Rudolfo Rebelo, respondeu de forma irónica à carta de António José Seguro.

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A “resposta” diz mesmo que “o senhor [António José Seguro] não quer é pagar nada e pede um novo memorando da troika”, usando os argumentos de Pedro Passos Coelho para defender que “Portugal não precisa nem de 'mais tempo, nem de mais dinheiro' para conseguir mais um ano de extensão de défice”.

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A “resposta” diz mesmo que “o senhor [António José Seguro] não quer é pagar nada e pede um novo memorando da troika”, usando os argumentos de Pedro Passos Coelho para defender que “Portugal não precisa nem de 'mais tempo, nem de mais dinheiro' para conseguir mais um ano de extensão de défice”.

Com o título Um exclusivo: a carta de Lagarde que Seguro não quer revelar, esta publicação em nome de Lagarde serve para ironizar que o FMI, “apesar dos fusos horários, longitudes diferentes”, não percebe a atitude do líder do PS.


Em declarações ao PÚBLICO, o porta-voz do PS, João Ribeiro, afirmou que o episódio “revela falta de sentido de Estado tanto do assessor como do primeiro-ministro”.

A carta termina com uma pergunta em jeito de crítica directa: “Está em condições de nos dizer qual o financiamento que teria de ser acompanhado com o novo memorando? Desculpe a incómoda questão, mas, como sabe, o dinheiro é dos contribuintes europeus... Gostaríamos, portanto, que na volta do correio nos dissesse qual a parte desta missiva que não percebe.”

A directora do FMI respondeu à carta enviada por António José Seguro à troika, onde o dirigente do PS pedia para que a sétima avaliação ao cumprimento do programa de ajustamento fosse não só técnica mas também política.

Rudolfo Rebelo pertenceu aos quadros do Diário de Notícias, era jornalista.