Carlos Moedas admite que parte da poupança de 4000 milhões pode ter efeito já este ano

Conselho de Ministros discutiu cortes na despesa, mas secretário de Estado recusa comentar distribuição das poupanças por áreas.

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Carlos Moedas Fernando Veludo/nFACTOS

Na habitual conferência de imprensa do final da reunião do Conselho de Ministros, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro foi questionado pelos jornalistas sobre se, do total desses 4000 milhões, em 2013 poderiam ser já aplicados cortes de 800 milhões de euros. Escusando-se a especificar de quanto poderá ser essa fatia de cortes aplicados em 2013, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro admitiu que “determinadas medidas” decorrentes das poupanças estruturais que estão a ser estudadas “por todos os ministérios e por todos os ministros” “poderão ter efeito já este ano, “o que será positivo”.

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Na habitual conferência de imprensa do final da reunião do Conselho de Ministros, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro foi questionado pelos jornalistas sobre se, do total desses 4000 milhões, em 2013 poderiam ser já aplicados cortes de 800 milhões de euros. Escusando-se a especificar de quanto poderá ser essa fatia de cortes aplicados em 2013, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro admitiu que “determinadas medidas” decorrentes das poupanças estruturais que estão a ser estudadas “por todos os ministérios e por todos os ministros” “poderão ter efeito já este ano, “o que será positivo”.

Mas Carlos Moedas deixou um aviso: a poupança total - o secretário de Estado realça que são "poupanças e não cortes" - não poderá ser abaixo dos 4000 milhões porque esse é o “valor que está definido no memorando”.

Moedas, que esteve na habitual conferência de imprensa de final da reunião do Conselho de Ministros foi parco em explicações acerca do que está a ser discutido no seio do executivo sobre as poupanças e a reforma do Estado. A discussão sobre os cortes dos 4000 milhões de euros terá, porém, sido animada, uma vez que a reunião durou pouco mais de seis horas e a agenda tinha questões mais técnicas e aparentemente rápidas de decidir.

O governante contou que “hoje, como em outros conselhos de ministros” se falou sobre a reforma do Estado, que deve assentar nos pilares da “eficiência”, da “equidade”, e do “consenso e concertação”. Mas mais não disse, preferindo salientar que o importante é o Governo estar preparado para a sétima avaliação da troika, marcada para daqui a duas semanas.

Questionado pelos jornalistas sobre a distribuição dos cortes por áreas, Moedas limitou-se a dizer que este é um “processo que está a ser trabalhado”. “Aquilo que temos é que conseguir preparar para a sétima avaliação um número de medidas e opções que nos permitam poupar e ser mais eficientes. É nesse sentido que estamos a trabalhar com todos os ministérios, todos os ministros, todas as equipa, para conseguirmos chegar ao que está no Memorando de Entendimento, que é de 4000 milhões de euros.”

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, também esteve na conferência de imprensa, mas questionado pelos jornalistas escusou-se a comentar os cortes na despesa. Afirmou subscrever o que era dito por Carlos Moedas e realçou apenas que “o Governo português tem compromissos externos”. Paulo Portas veio apenas falar sobre projectos de investimento estrangeiros em Portugal e incentivos empresariais.

“Temos falado deste tema [corte da despesa] em todos os conselhos de Ministros e estamos sobretudo a preparar-nos para a sétima avaliação da troika. Temos que nos preparar para algo que não é a reforma do Estado, mas o exercício de encontrar poupanças. Esse é o nosso trabalho e tem que continuar a ser”, descreveu Carlos Moedas.