Salto evolutivo de "duas gerações"

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A nona geração do Civic promete uma evolução maior do que o habitual. Além disso, o modelo vai receber um novo motor 1.6 turbodiesel feito pela Honda. Para Aníbal Rodrigues, começa a desenhar-se uma boa forma de assinalar os 40 anos do Civic em 2013

A Honda apresentou a nona geração do Civic no Salão Automóvel de Frankfurt, que amanhã termina. Trata-se da nona geração deste conhecido modelo, lançado pela primeira vez no final de 1973, ainda antes, portanto, do icónico VW Golf, que remonta a 1974. O novo Civic chegará a Portugal no próximo mês de Fevereiro e, ligados a ele, há mais dois importantes anúncios. O primeiro é que terá um novo motor 1.6 turbodiesel Honda no final do próximo ano - um argumento essencial no segmento em que se insere e que lhe estava a fazer imensa falta. O outro é que este Civic de nona geração representa, segundo a própria Honda, um salto de "duas gerações" na forma como se comporta em andamento, o que não deixa de ser significativo numa marca habitualmente comedida nos anúncios que faz.

Como é possível verificar pelas fotos, em vez de nova ruptura estética, a Honda optou por fazer evoluir o design original do actual modelo. A plataforma é também a mesma - pelo que os bons níveis de habitabilidade e a bagageira generosa deverão repetir-se -, mas agora o Civic está mais baixo e largo. Espera-se ainda uma clara evolução ao nível aerodinâmico, área a que o construtor nipónico dedicou especial ênfase, bem como ao nível de qualidade a bordo. Este é o automóvel mais testado em solo europeu na história da Honda e o seu fabrico continuará a processar-se no Reino Unido.

Para início de comercialização, mantêm-se os motores, a gasolina, 1.4 de 100cv e 1.8 de 140cv. Mas, apesar de a Honda ainda ter libertado escassa informação sobre o novo Civic, é seguro que se tornarão mais económicos. Inclusive, o 1.8 deverá gastar, em média, 5,6 l/100 km, quando actualmente gasta mais um litro. Também se mantém o 2.2 turbodiesel da marca, mas este evolui de 140 para 150cv. O gasto deste motor deverá rondar os 4,2 l/100 km, valor que nenhum rival do segmento com potência aproximada consegue acompanhar (apesar de, no segmento acima, existir o BMW 320d EfficientDynamics, que rubrica 163cv e 4,1 l/100 km).

NSX na forja

Tratando-se da marca japonesa com perfil e historial mais desportivo, a Honda anunciou ainda, em Frankfurt, que está a trabalhar num sucessor para o NSX que, há cerca de duas décadas, foi descrito como "Ferrari japonês". O novo superdesportivo da Honda apostará na optimização da relação peso/potência em detrimento de uma quantidade avantajada de cavalos. O lançamento do sucessor do NSX chegou a estar previsto para o ano passado, mas a crise que se fez sentir um pouco por todo o mundo levou à sua anulação. Começa assim a crescer a expectativa para os apaixonados por automóveis de elevadas performances.

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