Operadores não gostaram

Fundo das eólicas paga pavilhão de Xangai

As contrapartidas financeiras para o Estado surgiram pela primeira vez no negócio eléctrico, em 2005, quando o Governo associou o concurso para a atribuição de potência eólica a este tipo de pagamentos. O pacote de condições para este concurso baseava-se em contrapartidas industriais, correspondentes à obrigação de construção de uma nova fileira industrial no país, e predominantes no bolo de condições, e também em contrapartidas financeiras, em que o vencedor de cada uma das duas primeiras fases do concurso tinha que contribuir com 35 milhões de euros para a constituição do Fundo de Apoio à Inovação (FAI), 70 milhões no total.

O último grande projecto apoiado por este instrumento, entretanto criado, foi o pavilhão português na Expo de Xangai, uma iniciativa perante a qual os operadores do sector se mostraram desagradavelmente surpreendidos. No sítio do FAI, justifica-se o apoio à obra pela preocupação de eficiência energética e de inovação do projecto. Carlos Zorrinho invoca que o FAI também "tem permitido desenvolvimentos importantes no domínio das redes inteligentes e da mobilidade eléctrica".