Um projecto modelar

História não deu tempo a Rogério Martins

O caminho até à decisão de lançar o pólo de desenvolvimento de Sines foi preparado com método, como mandam os manuais e não como fazem os portugueses. O Governo tinha uma visão de política industrial para o país, Rogério Martins, então ministro da Indústria, era um dos seus responsáveis.

A história não deu tempo a Rogério Martins, lembra a historiadora Fernanda Rollo, mas a ambição estava à vista. Não se projectava apenas um novo pólo industrial; desenhava-se também de raiz uma nova cidade. Criou-se o Gabinete da Área de Sines (GAS), uma entidade com poderes equiparados aos de uma câmara municipal e na dependência da Presidência do Conselho de Ministros.

O decreto-lei que definiu as suas competências previa que parte da grande indústria localizada no estuário do Tejo passaria para Sines, e a construção de um complexo industrial de grandes dimensões, capaz de responder à fase de expansão económica europeia e de aproveitar os recursos nacionais.