Navegar é sempre preciso

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Andreia Marques Pereira (texto) e Paulo Pimenta (fotos) não entraram em Quinhentos, mas viram muitas pistas desse século em Vila do Conde. O Projecto Rosa dos Ventos faz um circuito pela memória histórica da cidade, onde os Descobrimentos passaram e "deixaram" ficar uma nau, réplica das que sulcaram "mares nunca dantes navegados"

Estamos no final da visita e é a cereja no topo do bolo, a atentar nas reacções de quem nos rodeia. "Todos a bordo", grita um miúdo encostado ao varandim da tolda, mirando o convés logo abaixo e o castelo de proa erguido em frente. Há saltos, balanços em cordas, equilibrismos mais ou menos estáveis e o aviso do segurança - "Devagarinho, não quero ninguém a pinchar" -, mas as crianças já correm pela rampa de acesso ("de portaló", de nome técnico). Entram e saem, sobem e descem, mexem, remexem e espreitam a História.

É incontornável, por isso dizemo-lo já: foi construída como "complemento", mas é, sem dúvida, a estrela da companhia. Falamos da Nau Quinhentista, ancorada na zona ribeirinha de vila do Conde há três anos, o tal complemento-estrela da "companhia" que é o Projecto Rosa dos Ventos. É sábado à tarde, o tempo parece estar a virar - ainda bem que o barco não vai zarpar. Está bem preso ao cais, o lastro é pesado e não há velas a enfunar: não vamos a caminho da Índia nem nos perdemos nos "brasis" deste mundo que até já foi todo descoberto, mas ali do chapitéu, olhando a nau que se estende adiante, as palavras de Paulo Pinto, responsável pela direcção do Gabinete de Arqueologia e do Museu Municipal (que tutela o conjunto museológico que integra o Projecto Rosa dos Ventos) e nosso guia, quase nos fazem partir à aventura: "Esta era a visão que os navegantes de Quinhentos tinham".

Já não estamos em Quinhentos e na zona ribeirinha de Vila do Conde o cenário é bastante distinto. Não há estaleiros navais, a alfândega é museu, não se vê azáfama; o casario está sossegado, as esplanadas e jardins são tomados por passeios familiares, a marina é desportiva - foi tudo requalificado, mas em homenagem a essa história. Este é um espaço de memória a cheirar a mar e a Descobrimentos, que passaram por Vila do Conde: pelos seus estaleiros, onde tantos navios se construíram para sulcar mares mais ou menos conhecidos; pela sua alfândega, onde entraram e saíram produtos de e para o Ultramar. Depois de anos de algum esquecimento, eis que um programa da União Europeia trouxe de novo para a ribalta esse passado: o resultado é o Projecto Rosa dos Ventos, que aponta para a Alfândega Régia/Museu de Construção Naval em Madeira, para a Nau Quinhentista e, mais recentemente, para a Casa do Barco. Vamos navegar, portanto, à boleia da rosa-dos-ventos.

A alfândega senhorial

É verdade, resistimos à nau que se ergue serena à beira-rio e dirigimo-nos ao edifício amarelo, maciço, de cantaria discreta que se ergue lateralmente sobre rochas. Fachada austera de porta de madeira sob arcada de pedra e duas janelas que são quase escotilhas: é o portal para a Alfândega Régia de Vila do Conde. É o início da viagem ao passado - passamos a porta e entramos em 1487, o ano em que D. João II cria a alfândega, para responder ao aumento do tráfego comercial nos portos do reino. A mesa da recepção passa despercebida, perante a imensa âncora que ali se vê, encostada num portal, e o "homem" que faz a recepção - um dos muitos bonecos que ajudam à recriação histórica dos espaços (se os bonecos parecerem familiares pode não ser coincidência: foram moldados à imagem de habitantes reais de Vila do Conde). Mas ainda não entrámos na máquina do tempo - primeiro vamos ao Centro de Documentação de Navegação Quinhentista: não será a parte mais óbvia para um visitante ocasional, mas é ali que tudo começa, ou melhor, que tudo recomeçou.

Porque, na verdade, temos de recuar até ao final do século XV para assistirmos ao começo de tudo o que hoje vemos. E mais ainda para reconstituir o porquê de tudo o que hoje vemos. Antes da Alfândega Régia já existia uma alfândega senhorial, pertença do Mosteiro de Santa Clara - que, sendo privada, não dava quaisquer dividendos ao rei. E antes da alfândega já existia uma tradição de construção naval em Vila do Conde desde o tempo em que as embarcações tinham por hábito ali se recolherem para fugir às intempéries - e em meados do século XIII o tráfego marítimo e comercial já é intenso.

Sobre esta evolução - e posterior - encontram-se registos no Centro de Documentação. "Este centro confere solidez ao projecto, porque um dos riscos do museu era tornar-se um projecto leve", explica Paulo Pinto, "e todos os museus devem ter frente de investigação". Aqui, neste primeiro andar quase em mezanino, debaixo de um tecto que faz lembrar o interior de um casco de navio em madeira, reúne-se um espólio documental (digitalizado, na maioria, e em breve disponível online) notável sobre Vila do Conde e construção naval.

Investigadores são o público preferencial deste espaço, as escolas também podem optar por uma visita com conteúdos ajustados aos programas - a partir do quinto ano. Os turistas estrangeiros são curiosos, gostam de vir, sentar-se, consultar documentos e livros da pequena biblioteca. Nós não resistimos a abrir as réplicas de alguns tratados náuticos primevos (vindas do Museu da Marinha) - sobretudo o Livro de Traças de Carpintaria, de Manuel Fernandes, inovador porque foi dos primeiros (em 1616) a apresentar modelos e é nestes, precisamente, que nos fixamos.

Nos terminais informáticos que se alinham num balcão de madeira, o acesso é à memória histórica vilacondense dos séculos XV, XVI e XVII. Lá encontramos o arquivo da cidade e do porto, conhecemos o quotidiano e os meandros da construção naval e comércio. E com os documentos da Torre do Tombo aqui disponibilizados ficamos a saber dos processos de Inquisição que aqui aconteceram - afinal, havia judiaria em Vila do Conde, e denúncias de práticas judaizantes, de bruxaria, bigamia, poligamia...

"Sejamos realistas", concede Cristina Giesteira, que aqui trabalha sob a supervisão científica da professora Amélia Polónia, "não é fácil, é documentação administrativa que os mais pequenos não dominam". No entanto, "é importante para que percebam que a História faz-se também de documentos". E, sublinha Paulo Pinto, "sem esta documentação, não se poderia ver a reconstituição lá em baixo".

A importância dos "bonecos"

A teoria fica, então, para trás para entramos "realmente" na Alfândega Régia do século XVIII (quando o edifício foi ampliado) - a única que permaneceu em Portugal e uma das poucas na Europa. Não foi um milagre, esta preservação, foi desconhecimento. Quando a alfândega vilacondense foi extinta, no século XIX, o edifício passou a fazer parte dos estaleiros de construção naval. E quando se começaram as obras de requalificação para museu descobriu-se que o miolo era o original. As fotografias desse processo estão na segunda sala - por enquanto, estamos na principal a olhar a tal alfândega setecentista: salão amplo, pequena escadaria que se divide a dar para um mezanino e duas varandas a todo o comprimento.

Se não soubéssemos, pensaríamos que é tudo cenário - mas, por exemplo, o varandim quase bidimensional e parte da balança gigantesca num canto (a grossa trave de madeira e a parte de ferro), até são originais. O assento do escrivão e o gabinete do juiz, no canto de uma das varandas, são reconstruções. E, claro, o escrivão está no seu lugar, o juiz espreita no varandim; na balança, um "homem" carrega sacos entre caixas, caixotes e barris (que se armazenam no mezanino, sob uma reprodução de umas das primeiras representações de Vila do Conde); noutra varanda dois homens conversam - atente-se nos trajes para perceber as diferenças sociais. Os "bonecos" ajudam a dessacralizar o espaço e agradam às crianças - agora vemos dois irmãos em correria pela escadaria e a espreitar os bonecos com alguma reverência. Os pais observam os painéis, que explicam a evolução da história da alfândega, e as vitrinas que exibem produtos que por aqui passaram - papel, sebo, cordas, pez, louro, cal, prata, chumbo, pregos, rendas de bilros, gengibre, trigo...

Na segunda sala, as fotos, vídeos e maquetas reconstituem a evolução da área e a reconstrução do espaço e na terceira estamos no Museu de Construção Naval em Madeira - que é também a ala mais recente do edifício: no exterior, quase parece a proa de um barco com a frente feita de grandes janelões, no interior descobrem-se as técnicas de construção naval em madeira e os instrumentos que as serviam, no rés-do-chão, e no primeiro andar o resultado destas, em modelos de embarcações construídas em Vila do Conde (e em fotos).

Temos naus quinhentistas (incluindo a São Gabriel, que não foi construída em Vila do Conde: "Está aqui porque é famosa" - e é famosa porque fez a primeira viagem à Índia) e caravelas; galés, bacalhoeiros e traineiras. Na Casa do Barco, edifício de ferro e vidro nas redondezas, vê-se o modelo de uma "gasoleira", uma inovação local a partir da traineira e, em breve, parte do espólio relacionado com a construção naval vai passar para lá, deixando esta ala da alfândega liberta para abordar as questões antropológicas da gesta marítima de Vila do Conde.

As especiarias

Se no museu observamos o modelo, estamos novamente cá fora prontos a percorrer a nau, um laboratório de História que é como um parque de diversões. A rampa do portaló é rapidamente atravessada e desembocamos na "tolda", um "andar" acima do convés. O cheiro a madeira ainda é intenso - três anos depois de a nau ter sido lançada à água. Por cima de nós erguem-se mastros e cruza-se o cordame, como teias de aranha gigantes - tudo é verídico, mas o cordame é de nylon, por uma questão de manutenção. São 200 tonéis de embarcação, média, portanto (chegaram a atingir os 600 tonéis), que poderia navegar perfeitamente, garante-nos Paulo Pinto, se o velame estivesse no lugar.

É necessária agilidade para percorrer esta nau, com capacidade oficial para 200 pessoas (uma por cada tonel), que a nossa imaginação dificilmente consegue enfiar aqui: as escadas são quase todas de "mão" e subir e descer é obrigatório para se vasculhar todos os cantos. Subimos, portanto, para o chapitéu (o "castelo da popa"), função bélica exemplificada pela peça de artilharia aí colocada - há outra no convés, mas uma nau verdadeira teria muitas mais. A marina está quase aos nossos pés, do outro lado do rio estende-se Azurara, onde estaleiros de construção naval cobriam toda a margem - agora é relva que se vê e os estaleiros são alguns edifícios brancos já a caminho da foz.

O navio estende-se à nossa frente. Do lado oposto, o castelo da proa (que nem sempre existia) e antes o convés, uma espécie de "rés-do-chão". E estamos a falar das "obras-mortas", explica Paulo Pinto, ou seja, as que não são necessárias para navegar - para estas não havia determinações de construção, por isso, não raras vezes, cometiam-se exageros: cinco andares numa nau, ainda que maior do que esta, eram meio caminho andado para naufrágios. Descemos novamente para a tolda, mas entramos na parte fechada: três camarotes preenchem o espaço - ao fundo, o do capitão: duas janelas, um catre, baús e uma secretária virada para a porta, onde o capitão se encontra a tratar de papelada sob a supervisão do escrivão, debruçado ao lado, e a controlar o tempo por uma ampulheta; dos lados, dois camarotes estreitos: o do escrivão, com cama e secretária sobre a qual repousam folhas manuscritas, tinteiro de madeira e penas; e o do passageiro, no caso uma mulher, deitada na cama com baú aos pés. Era mais comum do que se pensa, conta Paulo Pinto, o transporte de mulheres - desde fidalgas que acompanhavam os maridos às órfãs do rei enviadas para a Índia e o Brasil para se casarem ou prostitutas, sobre as quais há "relatos de abusos incríveis".

Do "terraço" da tolda descemos ao convés, preenchido ao meio pela grade da escotilha, por onde entrava e saía a mercadoria. À volta agora está quase tudo desimpedido: o cenário seria diferente nessas viagens longínquas, seria "tudo muito mais atulhado". "Faltam muitas coisas, como se pode imaginar", diz Paulo Pinto, "mas um navio do século XVI não se coaduna com as normas de segurança de um espaço museológico do século XXI". Os caixotes espalhados nunca estariam assim, soltos - tudo estava amarrado - e com certeza haveria muito tabuado, pronto a ser usado: para o altar da missa diária e para os compartimentos de vestir das mulheres, por exemplo. Tudo montado e desmontado diariamente porque o espaço era essencial - e completamente ordenado.

A parte coberta aqui é maior. Quatro camarotes estão montados - poderiam existir outros, a ladear o leme. Num navio, o boticário era fundamental e aqui está ele num camarote preenchido por frascos, jarras, almofarizes e bacias pequenas para a barba - uma das suas missões principais, a par de tratar das doenças. Ao lado está o quarto do padre (ou de outro passageiro) - "normalmente havia mais que um a bordo" - e os dois outros camarotes são agora vitrinas de instrumentos náuticos: quadrantes, astrolábios, dourados e em madeira - antes não estavam protegidos, "mas os miúdos são travessos..."

São-no, é verdade, e a nau é irresistível. Já descemos à primeira cobertura e é vê-los mexer nos sacos das especiarias - "Que cena!". Há sacos abertos, baús com louça, caixas, tonéis amontoados em diversas partes; no centro, espreitamos para o porão: vemos o lastro e mesmo por debaixo de nós um lastro especial, pedras trabalhadas. "Para exemplificar o que acontecia: o lastro que os navios levavam para o Ultramar era cantaria, que depois se vendia para solares e igrejas". Cantaria hoje espalhada um pouco por todo o mundo.

A primeira coberta, aqui toda ampla, também podia ser subdividida: porém, a maior parte das pessoas dormia mesmo ao ar livre. E a primeira coberta poderia ser mesmo apenas a primeira: as "obras vivas" iam até três cobertas.

Novamente no convés, imaginamos a força necessária para rodar o torno gigantesco que puxa as âncoras do navio e no mastro principal espreitamos o cesto - e vemos dois aviões a cruzarem o céu. Uma visão que os marinheiros de Quinhentos nunca tiveram e que os marinheiros improvisados que hoje correm o navio também não têm: os olhos estão demasiado ocupados a escrutinar todos os detalhes do "barco dos piratas".Contactos

Rua Cais da Alfândega

4480-702 Vila do Conde

Tel.: 252 240 740

Fax: 252 248 470

E-mail: museus@cm-viladoconde.pt

www.cm-viladoconde.pt

Horário: De terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.

Preços: Crianças a 0,50? (até aos 6 anos a entrada gratuita); adultos a ?1; bilhetes de família a ?4.

Como ir

Do Porto: Seguir a A28/IC1 e até à saída 15, de Vila do Conde. Continuar pela N206, na segunda rotunda seguir na terceira saída para a Rua 5 de Outubro/N13. Continuar à direita na Rua 25 de Abril, tomar à esquerda a Rua de São Bento e, novamente à esquerda, a Rua do Lidador. Aí virar à esquerda pela Rua da Fraga até à Rua dos Cais das Lavadeiras e prosseguir até ao Largo da Alfândega. De Lisboa: Seguir pela A1 até ao Porto prosseguir pelo itinerário aconselhado.

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