Emporio Armani

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Flores Nos acessórios, os colares que misturaram pérolas e flores de tule destacam-se FotOS: FILIPPO MONTEFORTE/AFP

Azul-marinho, branco, cinza e cru foram as cores escolhidas para colorir a colecção mais jovem e acessível do estilista italiano Giorgio Armani. Cores simples pensadas para evidenciar a elegância dos cortes das roupas, quer seja nas jaquetas justinhas com gola ao estilo "Mao", que deram um toque oriental à colecção, como nas calças arredondadas nas ancas, levemente árabes, ou ainda nos vestidos compridos de corte direito. E porque para Armani a simplicidade e o conforto caminham lado a lado com a elegância. E como a estação quente pede roupas frescas e confortáveis, ele apostou na leveza e no movimento dos tecidos sem nunca esquecer a feminilidade, bem evidente nas cinturas marcadas­­ - tendência que se mantêm já há algumas temporadas -, nos vestidos decotados ou nas saias justas.
Nos looks mais casuais o destaque vai para os calções curtos e justos e os fatos-de-banho cintilantes. Roupas apropriadas para usar, por exemplo, no iate do estilista, o "Main" - um dos cem maiores do mundo com 65 metros de comprimento e três andares.
Aos 75 anos de idade, depois de ter revolucionado a forma de vestir de homens e mulheres desde os anos de 1980, o "mestre", de pele bronzeada e cabelos brancos, assume-se como um workholic. "Vivo para o meu trabalho. Faço amor com o meu trabalho", disse ao New York Times. Talvez seja por isso que Giorgio Armani é um dos últimos estilistas da era anterior, aquela em que a moda se tornou uma indústria global, altamente comercial, administrada tanto por contadores e executivos de marketing quanto por estilistas. a M.A.A.

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