Oposição exige rentabilização do Estádio Municipal de Braga

Câmara tem ainda 90 milhões de euros a pagar pela obra e deveria receber a verba resultante do contrato com uma seguradora para dar o nome à estrutura

a A coligação PSD/CDS/PPM, na oposição na Câmara de Braga, defendeu ontem a rentabilização do espaço do Estádio Municipal para fazer face aos custos da sua construção. A oposição recorda que a autarquia presidida pelo socialista de Mesquita Machado tem ainda 90 milhões de euros para pagar pelo equipamento, razão pela qual considera que deveriam ser encontradas fontes de financiamento para atenuar os encargos do estádio.Em conferência de imprensa, Ricardo Rio recordou que aquele valor é pago pelo orçamento municipal, que em 2007 terá que despender cerca de cinco milhões de euros em amortizações, e em causa estão também três milhões de euros em juros. "É necessário avançar para a rentabilização do estádio, já que o Sporting Clube de Braga (SCB) paga quinhentos euros mensais de renda, que não servem para pagar os encargos normais de funcionamento", revelou Rio.
A oposição acusa, por isso, o executivo de Mesquita Machado de "passividade" por não desenvolver iniciativas e eventos que tornem o espaço economicamente viável. "Consideramos que a verba que foi destinada ao SCB pelo contrato de patrocínio com a [seguradora] AXA sobre o nome do estádio deveria reverter para a câmara municipal", sublinhou Rio, que estranhou igualmente o "alheamento" da autarquia perante a situação de cedência do nome do estádio. "Achamos que a cedência do nome do estádio não deveria estar no pacote de sponsorização do SCB, já que esta deveria ser feita pela câmara, que é proprietária do edifício", acrescentou o vereador social-democrata, defendendo o aproveitamento do espaço.
Mesquita Machado entende que o nome do estádio continua a ser o mesmo e "não mudou oficialmente". "Em termos comerciais, podem chamar-lhe o que quiserem, não é nada connosco", disse o autarca, escusando-se a responder a outras questões relacionadas com o estádio.

A maioria dos 22 trabalhadores do Bingo do SCB esteve ontem à porta da câmara para pedir uma audiência com Mesquita Machado, depois de ter sido recebida no Governo Civil. Os funcionários reclamam o salário de Junho e exigem 1,25 salários por cada ano de serviço. Querem também que a Secretaria de Estado do Turismo não determine o encerramento da sala de jogo, conforme pretende o clube.