Museu mar da Língua em belém a partir de 2008

As obras para preparar o antigo Museu de Arte Popular, em Belém, para receber o novo museu O Mar da Língua vão começar em 2007, deverão estar concluídas em 2008, e custarão 2,5 milhões de euros, disse ao Expresso a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima. A ideia é que O Mar da Língua seja um centro de interpretação das navegações, que junte a língua portuguesa e os Descobrimentos, explicou ao PÚBLICO a assessora de imprensa do Ministério da Cultura, Maria do Céu Novais. Existe já um compromisso de apoio do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo - José Roberto Marinho, presidente da Fundação Roberto Marinho, criadora do museu, esteve em Lisboa no final de Setembro e reuniu-se com a ministra.
A ideia, segundo Céu Novais, é aplicar o modelo do museu brasileiro, mas com um conteúdo diferente, ligado aos Descobrimentos e não apenas à língua. O museu de São Paulo deverá colaborar na partilha de "software", que é a base de um projecto como este, em que "o acervo é quase exclusivamente virtual" - ou seja, não se trata de um museu de peças, mas de computadores, com uma forte componente interactiva. Nos conteúdos está já a trabalhar uma equipa de linguístas sob a direcção de Ivo Castro.
O Expresso noticia também que o Ministério da Ciência será parceiro neste projecto, mas Céu Novais esclarece que embora exista esse desejo, a parceria ainda não está concretizada. Desejável também - mas igualmente ainda não concretizada - é a articulação com o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Museu da Marinha e o Planetário. A notícia refere ainda que está em estudo a possibilidade de construir uma passagem pedonal aérea para ligar O Mar da Língua ao Centro Cultural de Belém.
No início do ano, o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, tinha referido a possibilidade de instalar um museu da língua portuguesa na estação de comboios do Rossio. Mas, disse ainda Pires de Lima ao Expresso, os planos do seu ministério são para a criação de um "espaço aberto à multiculturalidade" no primeiro andar da estação. A ministra considera os 1500 m2 que o ministério vai alugar à Refer, proprietária do espaço, por cerca de 70 mil euros mensais, como "o local ideal para acolher um projecto cultural de inclusão". A gestão do espaço, onde haverá música, dança, teatro e artes plásticas, será feita pela direcção do Teatro D. Maria II. A.P.C.