Paulo Portas considera sector agro-alimentar como um tesouro

Ministro dos Negócios Estrangeiros esteve na inauguração de uma fábrica de sobremesas em Pombal, distrito de Leiria.

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Portas pediu a todos os departamentos públicos “ainda mais trabalho" Paulo Soares/NFACTOS

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, realçou ontem a “impressionante força” dos sectores agro-alimentares, agrícola e florestal nas exportações do país.

“Trata-se de um tesouro que nós devemos cuidar, potenciar e maximizar”, disse durante a inauguração de uma fábrica de sobremesas em Pombal, distrito de Leiria.

O governante, que presidiu à cerimónia juntamente com a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, deu o exemplo daquele investimento, entre o grupo português Derovo e o espanhol Postres e Dulces Reina, como forma de “contrariar uma crise”.

“Uma crise que é difícil, mas que nós evidentemente sabemos vencer”, disse Paulo Portas, acrescentando que “uma crise vence-se abrindo empresas, arriscando projectos, criando emprego, tratando bem os investidores, melhorando as nossas exportações”.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, “a economia portuguesa só se transforma num sentido positivo se conseguirmos que, nesta economia global, a nossa economia seja mais internacional” e que “quando há dificuldades no mercado interno saibamos exportar mais”, realçando que “quando mais precisamos de crescimento temos de ter investimento”.
Porém, na opinião do governante, se esse investimento for estrangeiro, “tem de ser bem-vindo e bem-tratado”.

Ainda na sua intervenção, o ministro pediu a todos os departamentos públicos “ainda mais trabalho, ainda mais vontade, para que as coisas corram bem”, no sentido de “facilitar e não de dificultar a vida de quem investe”.

Antes, Assunção Cristas tinha reafirmado a sua convicção sobre a importância do sector primário para “dar um contributo sério para a economia portuguesa”. Segundo a ministra da Agricultura, “há 240 novos jovens agricultores a surgirem por mês,o que é demonstrativo de que “é bom ser agricultor em Portugal”.
 
 
 

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