Manifestantes interrompem plenário na AR. Assunção admite fechar galerias

“Fascismo nunca mais”, gritaram os manifestantes. “Teremos de reconsiderar as regras de acesso às galerias”, respondeu a presidente da Assembleia da República.

Um grupo de cerca 100 manifestantes interrompeu nesta quinta-feira os trabalhos no Parlamento.

Pouco passava das 16h, quando um grupo de pessoas ligadas a vários sindicatos da função pública lançaram papéis sobre os deputados.

Depois levantaram-se e gritaram: “Demissão” e “Fascismo nunca mais”.

A manifestação foi das mais ruidosas dos últimos tempos.

Assembleia da República (AR) debatia na generalidade das propostas do executivo sobre a requalificação e o aumento do horário de trabalho no Estado e contava com a presença secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino.

Depois de ter repetido várias vezes “Façam favor de sair, façam o favor de se retirarem”, a presidente da AR deixou a porta aberta a alterar as regras de acesso às chamadas “galerias do povo”.

“Teremos de reconsiderar as regras de acesso às galerias”, disse a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. “Nós não fomos eleitos para ter medo, fomos para ser respeitados”, defendeu.

Assunção esteves também citou Simone de Beauvoir: "Não podemos permitir que os nossos carrascos nos criem maus costumes."

No final dos trabalhos, a presidente da Assembleia da República esclareceu aos jornalistas que usou a citação como uma "metáfora" para os "elementos de perturbação".

"Carrasco significa qualquer elemento de perturbação. Sem querer ofender nada nem ninguém. Significa que quando as pessoas nos perturbam, não devemos dar atenção", explicou Assunção Esteves. 

Durante a manifestação, que durou largos minutos, o Canal Parlamento começou por transmitir imagens dos protestos, mas acabou por fixar a emissão na mesa da presidente da Assembleia da República, numa altura em que as galerias ainda não estavam completamente vazias.

Notícia alterada às 17h14: corrigido o último parágrafo
 
 

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