A última valsa de um pai e de uma filha

Um filme singular: tenta encontrar uma forma própria de figurar essa coisa tão dificilmente figurável que é a “memória”.

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Aftersun, primeira longa-metragem da realizadora escocesa Charlotte Wells, tem sido uma sensação nesta última temporada de prémios (sobretudo na órbita dos ditos “independentes”) e é certamente um filme singular, arriscado, mesmo se talvez não altura de todos os encómios que lhe têm sido endereçados. É singular porque tenta encontrar uma forma própria de figurar essa coisa tão dificilmente figurável que é a “memória”, contrariar a ideia de que o cinema está condenado a filmar “o presente”, banhar as suas imagens e as suas cenas numa tonalidade elegíaca capaz de fazer com que as recebamos como se elas viessem de um tempo difuso e não “espacial”, como é o tempo da memória.

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Aftersun, primeira longa-metragem da realizadora escocesa Charlotte Wells, tem sido uma sensação nesta última temporada de prémios (sobretudo na órbita dos ditos “independentes”) e é certamente um filme singular, arriscado, mesmo se talvez não altura de todos os encómios que lhe têm sido endereçados. É singular porque tenta encontrar uma forma própria de figurar essa coisa tão dificilmente figurável que é a “memória”, contrariar a ideia de que o cinema está condenado a filmar “o presente”, banhar as suas imagens e as suas cenas numa tonalidade elegíaca capaz de fazer com que as recebamos como se elas viessem de um tempo difuso e não “espacial”, como é o tempo da memória.