O lince-ibérico tem menos mutações altamente nocivas do que o seu irmão lince-euroasiático

Análises aos genomas do lince-ibérico e do lince-euroasiático mostram-nos as diferenças na carga de mutações genéticas nocivas nesses dois felinos. Todo o conhecimento é importante na conservação destas espécies tão carismáticas.

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Há cerca de 1100 linces-ibéricos a viver em liberdade Antonio Rivas Salvador

Não chegava ter um grande plano geral da informação genética do lince-ibérico – como já se tinha com a sequenciação do genoma deste felino. Agora, fez-se um plano mais aproximado desse material contido no seu ADN. Nessa análise, observou-se que as populações de linces-ibéricos têm uma carga menor de mutações altamente nocivas do que as populações de uma espécie irmã, o lince-euroasiático. Neste mesmo trabalho, publicado esta semana na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), também se elaborou um álbum com as revelações das mutações nocivas no lince-ibérico, o que pode ajudar na conservação deste animal.

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Não chegava ter um grande plano geral da informação genética do lince-ibérico – como já se tinha com a sequenciação do genoma deste felino. Agora, fez-se um plano mais aproximado desse material contido no seu ADN. Nessa análise, observou-se que as populações de linces-ibéricos têm uma carga menor de mutações altamente nocivas do que as populações de uma espécie irmã, o lince-euroasiático. Neste mesmo trabalho, publicado esta semana na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), também se elaborou um álbum com as revelações das mutações nocivas no lince-ibérico, o que pode ajudar na conservação deste animal.