Governou com o PS em 1978, quase elegeu um Presidente. CDS, a história do partido que morreu

O partido que governou com Soares, Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Durão Barroso e Passos Coelho aproxima-se do fim. Histórias de um partido fundador da democracia que esteve algumas vezes para morrer mas renasceu das cinzas. Mas, agora, fora do Parlamento, acabou de vez?

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O secretário-geral do Partido Socialista (PS), Mário Soares (D), acompanhado pelo presidente do CDS, Diogo Freitas do Amaral (E), durante a assinatura de acordos entre os dois partidos para a formação do segundo Governo Constitucional, em Lisboa, 19 de janeiro de 1978. ALFREDO CUNHA

As imagens estão disponíveis nos arquivos da RTP. Estamos a 10 de Janeiro de 1978 e um muito jovem Basílio Horta é cercado por jornalistas que querem saber como correm as negociações do acordo que levará o CDS pela primeira vez a um governo, chefiado pelo primeiro-ministro Mário Soares. Basílio, o actual presidente da Câmara de Sintra eleito pelo PS, confirma que “houve avanços”, que os dois partidos estão “a discutir matérias de natureza económico-financeira”, mas que uma gripe de Mário Soares (doença a que Soares sempre foi muito susceptível) está a atrasar o acordo.