Os taliban mataram o pai de Zarifa Ghafari e agora ela quer negociar com eles

“O dia em que a minha família me queria fazer uma surpresa com um vestido de noiva lindo foi o dia em que fui surpreendia pela morte do meu pai”, diz a afegã, activista e ex-autarca.

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Quando os taliban tomaram Cabul, Ghafari andou 10 km pé para tirar uma das irmãs da escola Daniel Rocha

Zarifa Ghafari nasceu em 1992. No Afeganistão, isso significa ter nascido praticamente no meio de uma guerra civil, ter quatro anos quando os taliban tomaram pela primeira vez Cabul e nove quando as primeiras bombas norte-americanas caíram. Guarda “imagens a preto e branco” e memórias de “muito silêncio”, interrompido por sons quotidianos, como “o homem que trazia água num grande tanque e a vendia de casa em casa”. “Lembro-me de ir ao mercado e de ver estes taliban por todo o lado com as suas grandes armas e roupas não muito limpas”, descreve. “São imagens a preto e branco”, repete.

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Zarifa Ghafari nasceu em 1992. No Afeganistão, isso significa ter nascido praticamente no meio de uma guerra civil, ter quatro anos quando os taliban tomaram pela primeira vez Cabul e nove quando as primeiras bombas norte-americanas caíram. Guarda “imagens a preto e branco” e memórias de “muito silêncio”, interrompido por sons quotidianos, como “o homem que trazia água num grande tanque e a vendia de casa em casa”. “Lembro-me de ir ao mercado e de ver estes taliban por todo o lado com as suas grandes armas e roupas não muito limpas”, descreve. “São imagens a preto e branco”, repete.