Afeganistão, a guerra que América podia ter ganhado

Os americanos sabiam, desde 2006, que a guerra estava perdida. Depois do extraordinário sucesso inicial, acumularam os erros. Entre 2001 e 2004, Bush proibiu Karzai de negociar com líderes taliban que queriam integrar-se no novo processo político.

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Soldados da 82.ª Divisão Aerotransportada, os últimos militares norte-americanos a deixar o Afeganistão Reuters/US ARMY

Uma velha máxima vietnamita foi assimilada pelos taliban: “Vocês têm todos os relógios, mas nós temos todo o tempo.” É o resumo possível de uma guerra de 20 anos, em que os Estados Unidos e os aliados da NATO não foram militarmente derrotados, mas forçados a retirar-se em circunstâncias desprestigiantes. Começou por ser um sucesso, a “boa guerra”, contraposta à “má guerra” do Iraque. A guerra de 20 anos foi absurda pois poderia ter sido ganha no princípio.

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Uma velha máxima vietnamita foi assimilada pelos taliban: “Vocês têm todos os relógios, mas nós temos todo o tempo.” É o resumo possível de uma guerra de 20 anos, em que os Estados Unidos e os aliados da NATO não foram militarmente derrotados, mas forçados a retirar-se em circunstâncias desprestigiantes. Começou por ser um sucesso, a “boa guerra”, contraposta à “má guerra” do Iraque. A guerra de 20 anos foi absurda pois poderia ter sido ganha no princípio.