Carlos Paredes revisitado entre memórias de Coimbra e jazz

Duas décadas após a gravação de Ao Paredes Confesso, Bernardo Moreira volta ao repertório do mestre com um sexteto caldeado no jazz e na música popular portuguesa. Entre Paredes estreia-se esta sexta-feira, em Lisboa, ao vivo no Espaço Espelho D’Água (já esgotado).

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MÁRCIA LESSA

O título, Entre Paredes, terá as leituras que lhe quiserem dar. Mas há umas a que não escapa: pega em temas de Carlos Paredes e é entre eles que flui para outras sonoridades; situa-se algures entre a música popular portuguesa e o jazz; foi gravado “entre paredes” no Convento de São Francisco em Coimbra, num ano (2020) em que milhões estiveram “entre paredes” ou até “entre parênteses”. Mas, analogias à parte, sobressai a música: a do mestre guitarrista e a dos músicos que, desafiados por Bernardo Moreira, contrabaixista e compositor, voltam ao seu repertório para o moldarem em novas versões: João Moreira (trompete), Tomás Marques (sax alto e soprano), Ricardo J. Dias (piano), Mário Delgado (guitarra) e Joel Silva (bateria). Entre Paredes, disco com oito temas e quase 60 minutos de duração, chega esta sexta-feira às plataformas digitais e às lojas, em CD, dia em que será apresentado ao vivo no Espaço Espelho d’Água, em Lisboa, às 19h, já com lotação esgotada. O mesmo dia 23 em que, por coincidência, nasceu Bernardo Moreira (em 1965) e morreu Carlos Paredes (2004).