Brisas formadas junto à albufeira do Alqueva ajudam a amenizar a temperatura local

Durante dois anos, três estações meteorológicas recolheram dados nas margens e no centro da albufeira do Alqueva, o que permitiram estudar a formação de brisas na zona e a sua influência no clima local.

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Amieira, uma das aldeias ribeirinhas da barragem de Alqueva Miguel Manso

Considerada uma reserva hídrica estratégica para o Sul do país, a albufeira do Alqueva, que se estende ao longo de 83 quilómetros do curso principal do rio Guadiana, veio alterar significativamente a paisagem da região e é agora um laboratório natural para o estudo da interacção entre massas de água e a atmosfera. Num artigo científico, investigadores da Universidade de Évora confirmaram que o gradiente térmico à superfície entre o centro da albufeira e as margens permite o estabelecimento de brisas de lago e terra – que têm impacto no clima local.

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Considerada uma reserva hídrica estratégica para o Sul do país, a albufeira do Alqueva, que se estende ao longo de 83 quilómetros do curso principal do rio Guadiana, veio alterar significativamente a paisagem da região e é agora um laboratório natural para o estudo da interacção entre massas de água e a atmosfera. Num artigo científico, investigadores da Universidade de Évora confirmaram que o gradiente térmico à superfície entre o centro da albufeira e as margens permite o estabelecimento de brisas de lago e terra – que têm impacto no clima local.