Pesporrência!

Haverá tema de cidadania mais forte do que aquele que equaciona as condições da liberdade civil e privada?

Tinha a ideia de que existia uma tal Maria João Marques – creio já a ter lido no Observador. Mas só agora, lendo o seu último artigo no PÚBLICO, me dei conta de que tenho passado ao lado de uma das craveiras intelectuais mais notáveis do País. Escreve-nos ela sobre o MEL (Movimento Europa e Liberdade), começando por alertar para o facto nada recomendável de que foi “organizado por dois homens”. Como já não bastasse serem dois homens, ainda por cima possuem um “perfil corporativo, zero imaginação, o clímax do statu quo”, muito preocupados com a economia e, é claro, para dar um toque de refrescamento, muito sensíveis ao dramático problema que causa insónias às “direitas alternativas” dos tempos que correm, a saber, a alegada ditadura do politicamente correcto “e queixumes sobre o Estado e a esquerda”. Depois desta pérola de língua portuguesa, MJM decreta lá das alturas onde paira: o MEL é um “movimento assumidamente de direita”, o que em nada incomoda a preclara autora, uma cultora da tolerância, “mas, infelizmente, só trazendo o que a direita já tem em demasia e não faz falta mais”. O que será? Não é fácil de adivinhar.

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Tinha a ideia de que existia uma tal Maria João Marques – creio já a ter lido no Observador. Mas só agora, lendo o seu último artigo no PÚBLICO, me dei conta de que tenho passado ao lado de uma das craveiras intelectuais mais notáveis do País. Escreve-nos ela sobre o MEL (Movimento Europa e Liberdade), começando por alertar para o facto nada recomendável de que foi “organizado por dois homens”. Como já não bastasse serem dois homens, ainda por cima possuem um “perfil corporativo, zero imaginação, o clímax do statu quo”, muito preocupados com a economia e, é claro, para dar um toque de refrescamento, muito sensíveis ao dramático problema que causa insónias às “direitas alternativas” dos tempos que correm, a saber, a alegada ditadura do politicamente correcto “e queixumes sobre o Estado e a esquerda”. Depois desta pérola de língua portuguesa, MJM decreta lá das alturas onde paira: o MEL é um “movimento assumidamente de direita”, o que em nada incomoda a preclara autora, uma cultora da tolerância, “mas, infelizmente, só trazendo o que a direita já tem em demasia e não faz falta mais”. O que será? Não é fácil de adivinhar.