Não será hora de olharmos para o azeite como olhámos para o vinho?

Pagamos 20 euros ou mais por um bom vinho, mas torcemos o nariz a um bom azeite que custe mais do que cinco ou seis euros. Um bom vinho bebe-se numa refeição. Uma garrafa de um bom azeite pode facilmente valorizar uma vintena de refeições.

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Adriano Miranda

Por esta altura, anda meio país a apanhar azeitona. Com as vinhas, os castanheiros e toda a vasta família Quercus a gritarem Outono, misturando um resto de verde (o último suspiro de seiva) com tonalidades cor de sangue (morte, fim de ciclo) e de fogo (prenúncio de renascimento), chegou a hora do azeite, uma espécie de gémeo falso do vinho. Juntos, são a alegria de qualquer mesa.

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Por esta altura, anda meio país a apanhar azeitona. Com as vinhas, os castanheiros e toda a vasta família Quercus a gritarem Outono, misturando um resto de verde (o último suspiro de seiva) com tonalidades cor de sangue (morte, fim de ciclo) e de fogo (prenúncio de renascimento), chegou a hora do azeite, uma espécie de gémeo falso do vinho. Juntos, são a alegria de qualquer mesa.