Ministros realçam apoio de drones à defesa da floresta e ambiente

Governo diz confiar à Força Aérea a missão de operar este tipo de meios aéreos para que ajude a atingir o objectivo de, numa década, reduzir a metade a área ardida em incêndios rurais.

Fotogaleria

Os ministros do Ambiente e da Defesa Nacional realçaram nesta terça-feira, na Lousã, o duplo contributo das aeronaves não tripuladas (UAV) para a defesa da floresta contra incêndios e a preservação dos valores ambientais do país.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Os ministros do Ambiente e da Defesa Nacional realçaram nesta terça-feira, na Lousã, o duplo contributo das aeronaves não tripuladas (UAV) para a defesa da floresta contra incêndios e a preservação dos valores ambientais do país.

Para o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, a aposta do Governo na aquisição de uma frota de 12 veículos aéreos não tripulados (UAV, da nomenclatura em inglês “unmanned aerial vehicles") representa “um ganho muito significativo para a sustentabilidade” ambiental de Portugal.

João Pedro Matos Fernandes salientou que “a floresta é o maior repositório de biodiversidade que o país tem” e que o executivo, ao confiar à Força Aérea Portuguesa (FAP), a missão de operar as UAV no território nacional, prossegue o objectivo de “reduzir para metade a área ardida” devido aos fogos rurais nos próximos dez anos.

Os ministros do Ambiente e da Defesa, que estavam acompanhados da secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, falavam aos jornalistas durante uma visita ao Destacamento de Sistemas Aéreos não Tripulados da FAP, instalado no aeródromo da Chã do Freixo, no concelho da Lousã, distrito de Coimbra.

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, por seu turno, disse que as 12 aeronaves representam um investimento de 4,5 milhões de euros, assumido pelo Estado com verbas do Fundo Ambiental, sendo as UAV concebidas com recurso a tecnologia nacional. O ministro explicou que o sistema começou a funcionar em finais de Julho, com algum atraso relativamente ao previsto, o que se deveu à “necessidade de aperfeiçoar as máquinas”.

Ao intervir na cerimónia de apresentação, o ministro do Ambiente salientou que a rede de vigilância aérea da floresta, constituída por dez aeronaves em funcionamento, ficando duas de reserva, vai apoiar o trabalho da GNR e da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).

O sistema, cuja instalação pela FAP em diferentes pontos de Portugal Continental deverá estar concluída no fim de Agosto, assegura “uma maior presença e proximidade” ao nível da vigilância no território, incluindo com missões na área ambiental nos meses em que não for necessário para a prevenção e combate aos fogos, sublinhou João Pedro Matos Fernandes. Este investimento representa “um salto qualitativo”, ao “dotar o país de uma capacidade de conhecimento real”, nas áreas da defesa do ambiente e da vigilância da floresta, corroborou, por sua vez, o ministro da Defesa.

Também Patrícia Gaspar, em declarações aos jornalistas, afirmou que o novo sistema equivale a “um salto tecnológico muito expressivo na área da vigilância e do apoio à decisão”.

Na sessão, que incluiu uma demonstração de sobrevoo de uma UAV, intervieram igualmente o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Joaquim Borrego, e o responsável operacional do sistema de aeronaves não tripuladas da FAP, João Vicente.