Universidade de Oxford conta ter vacina da covid-19 disponível em Dezembro

Embora a equipa se apresente confiante, ainda não existem os resultados da eficácia desta vacina.

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O investigador Adrian Hill, um dos coordenadores da equipa que desenvolve uma vacina da covid-19 na Universidae de Oxford Eddie Keogh/Reuters

O Instituto Jenner da Universidade de Oxford espera que a vacina contra a covid-19 que está a desenvolver esteja pronta para ser distribuída em Dezembro, depois de comprovada a sua eficácia. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo professor de fármaco-epidemiologia daquela universidade britânica, o espanhol Daniel Prieto-Alhambra.

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O Instituto Jenner da Universidade de Oxford espera que a vacina contra a covid-19 que está a desenvolver esteja pronta para ser distribuída em Dezembro, depois de comprovada a sua eficácia. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo professor de fármaco-epidemiologia daquela universidade britânica, o espanhol Daniel Prieto-Alhambra.

O Instituto Jenner, fundado em 2005, faz parte do Departamento de Medicina de Nuffield, na Universidade de Oxford, e tem como objectivo desenvolver vacinas para doenças de grande importância para a saúde pública global, como a malária, tuberculose e o VIH e, neste caso contra a covid-19.

De acordo com Prieto-Alhambra, o Instituto Jenner espera ter os resultados definitivos dos seus ensaios clínicos para demonstrar a eficácia da vacina até ao final de Outubro ou início de Novembro. “O Instituto Jenner está a trabalhar numa das vacinas mais avançadas, já está na fase 3, recrutou centenas de pacientes e espera ter resultados em Outubro ou Novembro. Seria a primeira vacina a ser comercializada”, afirmou o cientista à estação espanhola de rádio RAC-1.

O investigador garantiu que a vacina poderá estar finalizada e comercializada até ao final do ano, “se tudo correr bem” e “se houver pacientes suficientes para demonstrar que funciona com os resultados finais do ensaio clínico, incluindo dez mil pacientes”.

Segundo Prieto-Alhambra, cientistas da Universidade de Oxford e do Instituto Jenner “estão a dar passos muito importantes e muito rápidos, mas agora há menos infectados e, portanto, podem verificar menos os efeitos”. Acrescentou ainda que, para os testes, pode-se contar a “abertura de centros de investigação no Brasil, onde existem actualmente mais casos”.

“O laboratório correu o risco de começar a produzir a vacina agora, para que, se funcionar, eles a possam colocar no mercado imediatamente. O laboratório já está a assumir que funcionará. As fases 1 e 2 parecem estar a funcionar”, declarou. No entanto, Prieto-Alhambra reconheceu que “ainda não existem os resultados de eficácia” e, como tal, não sabe até que ponto a vacina protege, mas que isso será testado com o estudo até dez mil pessoas.