DGS anuncia reforço da linha de apoio ao médico e SNS24

A linha será reforçada com “mais médicos e mais escalas”. O Ministério da Saúde está também a preparar um enquadramento legal para que todos esses médicos sejam “devidamente recompensados”.

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Graça Freitas, Directora-Geral da Saúde LUSA/JOSÉ SENA GOULÃO

As linhas de apoio ao médico e o SNS24 vão ser reforçadas, anunciou Graça Freitas, da Direcção-Geral da Saúde esta quinta-feira, durante uma entrevista à RTP.

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As linhas de apoio ao médico e o SNS24 vão ser reforçadas, anunciou Graça Freitas, da Direcção-Geral da Saúde esta quinta-feira, durante uma entrevista à RTP.

Questionada acerca da falta de profissionais para atender as chamadas da Linha de Apoio ao Médico — os longos tempos de espera dos médicos que ligam para tirar dúvidas acerca do novo vírus junto de outros profissionais de saúde foram manchete do PÚBLICO esta quinta-feira —, Graça Freitas afirma que essa linha vai ser “reforçada com mais médicos e mais escalas”, precisa.

“O que estivemos a fazer agora foi encontrar mais médicos em horário indicado para este efeito, o que é um trabalho muito moroso. Vão ficar com horário dedicado e preparados para este serviço”, diz a directora-geral da saúde.

Paralelamente, o Ministério da Saúde está a preparar um enquadramento legal da linha de apoio “para que todos os médicos que estejam em atendimento sejam devidamente recompensados”.

Este reforço “também está preparado para a linha SNS24”, para a qual qualquer cidadão pode ligar para tirar dúvidas sobre saúde. É a linha de referência (808 24 24 24) caso tenha alguma suspeita de estar infectado com a doença.

"É a primeira vez que tanta gente procura as linhas de apoio"

Confirmando a existência de oito internados e sem informação de novos casos suspeitos, Graça Freitas admite que “é a primeira vez que tanta gente ao mesmo tempo procura as linhas de apoio médico”. “Por trás destes oito internados estão centenas de chamadas, mais de uma centena de validações de testes e internamentos. Estamos a ver a ponta do icebergue.”

Ao longo da entrevista, a directora-geral da Saúde salientou a “componente extremamente nova” em todo o mundo desta nova epidemia “online, em directo, com grande impacto noutros sectores que não apenas os serviços de saúde” e confirmou que todos os testes aos casos suspeitos estão a ser repetidos, um “mecanismo usado nestes primeiros casos para não correr o mínimo risco”.

Ao nível internacional, alguns dispositivos médicos estão a escassear. À Organização Mundial de Saúde, por exemplo, faltam máscaras. O que acontece em Portugal? De acordo com a directora-geral da saúde, tudo está a ser feito para que não faltem: “O Infarmed e a DGS estão, junto dos fornecedores, a ir ao mercado para adquirir todo o material disponível”, informa.

Reforçando que o público em geral não deve usar máscara (este dispositivo médico deve ser usado apenas por quem está com covid-19 para evitar novos contágios), a directora-geral da Saúde afirma que “deve haver um stock mínimo [de máscaras] para o caso de alguém aparecer”.