Vasco Cordeiro eleito 1.º vice-presidente do Comité das Regiões

No seu discurso, após a eleição, Vasco Cordeiro falou em três línguas.

Foto
Vasco Cordeiro preside ao governo açoriano LUSA/ANTÓNIO ARAÚJO

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, foi nesta quarta-feira eleito por aclamação primeiro vice-presidente do Comité das Regiões, num acordo entre as famílias políticas europeias que o levará a presidir à entidade no futuro.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, foi nesta quarta-feira eleito por aclamação primeiro vice-presidente do Comité das Regiões, num acordo entre as famílias políticas europeias que o levará a presidir à entidade no futuro.

“Eu venho de uma região com nove ilhas. Com 245 mil habitantes. E é por isso que hoje este voto por aclamação diz muito mais deste comité, e da forma como os membros deste comité encaram uma Europa de todos, do que dos meus méritos e daquilo que aqui trago. Muito obrigado pela vossa confiança”, disse o governante, em Bruxelas, depois da sua eleição.

Na terça-feira, os grupos com assento no Comité das Regiões haviam chegado a acordo para o novo mandato, cabendo os dois anos e meio iniciais de presidência ao grego Apostolos Tzitzikostas (PPE) e a segunda metade a Vasco Cordeiro (PSE), que até lá será o primeiro vice-presidente da entidade.

Hoje, na intervenção em que apresentou a sua candidatura, Vasco Cordeiro sinalizou as “grandes oportunidades” que a União Europeia tem pela frente, acrescentando que, nesse desígnio, “todas as regiões e cidades interessam”.

“Estamos a iniciar um novo mandato. E é por isso que subo a esta tribuna não apenas em nome da minha região, os Açores, mas também em nome do futuro. Subo a esta tribuna em nome da Europa, subo a esta tribuna em nome do futuro da Europa”, disse.

Discurso em três línguas

Numa intervenção em que cruzou três línguas - português, inglês e francês -, o governante açoriano prometeu aos presentes que irá ter uma “escuta atenta” e “toda a dedicação” no “trabalhar com todos”, desde logo com o presidente do Comité das Regiões, mas também com os membros de “todas as famílias políticas” representadas.

“À semelhança daquilo que tem sido feito, e muito bem, pelo nosso país, não podemos desistir de tornar claro que aquilo que está em causa na política de coesão não é apenas mais uma política ou um instrumento. Estamos a falar do núcleo essencial do projecto europeu: a coesão económica, territorial, social”, considerou Vasco Cordeiro.

O comité, criado em 1994 na sequência da assinatura do Tratado de Maastricht, é a assembleia da União Europeia dos representantes regionais e locais dos 27 Estados-membros.

A Comissão Europeia, o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu têm de consultar o Comité das Regiões quando elaboram textos legislativos sobre matérias em que as autoridades regionais e locais têm uma palavra a dizer.

Em causa estão áreas como o emprego, política social, coesão económica, transportes, energia ou mudanças climáticas.