Francisco Assis defende candidatura de Ana Gomes a Belém

Ex-eurodeputada do PS diz que uma candidatura à presidência da República não está nos seus objectivos.

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Francisco Assis Miguel Manso

Ana Gomes já por várias vezes afirmou que não é candidata às eleições presidenciais de 2021. Agora, na sequência do protagonismo que tem tido na denúncia de casos de corrupção e no chamado Luanda Leaks, a insistência numa candidatura dos querem ver a ex-eurodeputada socialista em Belém ganhou corpo nas redes sociais. E da Internet a ideia saltou para o comentário político, com o também antigo eurodeputado do PS Francisco Assis a dizer que apoia uma eventual candidatura Ana Gomes a Presidente da República.

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Ana Gomes já por várias vezes afirmou que não é candidata às eleições presidenciais de 2021. Agora, na sequência do protagonismo que tem tido na denúncia de casos de corrupção e no chamado Luanda Leaks, a insistência numa candidatura dos querem ver a ex-eurodeputada socialista em Belém ganhou corpo nas redes sociais. E da Internet a ideia saltou para o comentário político, com o também antigo eurodeputado do PS Francisco Assis a dizer que apoia uma eventual candidatura Ana Gomes a Presidente da República.

“Acho que não há personalidade em melhores condições do que Ana Gomes para ser candidata à Presidência da República. E também acho que era bom que a esquerda democrática tivesse um candidato. Se ela se candidatar eu seguramente vou apoiá-la”, afirmou Assis ao programa Casa Comum da Rádio Renascença.

O ex-líder parlamentar do PS afirma mesmo que “neste momento não há no espaço da esquerda democrática melhor candidato a Presidente da República do que Ana Gomes”.

“Não tenho dúvidas de que na esquerda, a haver uma personalidade que possa realmente congregar várias esquerdas e não apenas o Partido Socialista, Ana Gomes poderia ser uma escolha natural”, acrescentou Assis à Renascença.

Recentemente, Ana Gomes defendeu que o PS tem de ir a jogo, apresentando um candidato às eleições de Janeiro de 2021, mas colocou-se fora da corrida. “Não tenho dúvidas de que o professor Marcelo Rebelo de Sousa vai apresentar a recandidatura, mas acho que o PS, como grande partido, com ideias próprias, tem de ir a jogo. [O candidato] Tem de ser uma pessoa que federe o povo de esquerda, além do próprio PS”, disse a eurodeputada, em declarações à SIC Notícias. E aproveitou para clarificar: “Eu movo-me por causas, não me movo por cargos. Não sou candidata a nada.”