Burial e o som da década a decompor-se

Quando surgiu, a meio dos anos 2000, foi como se antecipasse o que aí viria: crise, melancolia, distopias. Agora é editada uma antologia do enigmático Burial e é difícil pensar noutra música mais alinhada para reflectir sonicamente este final de década.

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A meio dos anos 2000 um misterioso músico-produtor britânico, de identidade enigmática, lançava dois magníficos álbuns (Burial de 2006 e Untrue de 2007) de música predominantemente instrumental, evocativa, de ambientes obscurecidos, com vozes que se diluíam sonicamente. Alguns anos depois veio a crise económica global, as distopias e uma certa desesperança tomou conta do nosso mundo. De alguma forma é como se a música de Burial tivesse antecipado sonicamente o que aí viria, representando de forma mais fiel a década que agora termina.

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A meio dos anos 2000 um misterioso músico-produtor britânico, de identidade enigmática, lançava dois magníficos álbuns (Burial de 2006 e Untrue de 2007) de música predominantemente instrumental, evocativa, de ambientes obscurecidos, com vozes que se diluíam sonicamente. Alguns anos depois veio a crise económica global, as distopias e uma certa desesperança tomou conta do nosso mundo. De alguma forma é como se a música de Burial tivesse antecipado sonicamente o que aí viria, representando de forma mais fiel a década que agora termina.