A quatro meses do fim do mandato, a tarefa de Draghi ainda está por concluir

Banco Central Europeu forçado a recuar no regresso à normalidade da sua política monetária, por causa do enfraquecimento da economia e de uma nova descida da inflação.

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LUSA/VALDA KALNINA

Quando decidiu, no final de 2018, que tinha chegado a altura de o BCE colocar um ponto final no seu programa de compra de dívida pública, Mario Draghi pensava certamente que a tarefa que tinha dado a si próprio de “fazer tudo o que fosse preciso” para retirar a zona euro da crise estava completa. Com a economia a recuperar e o risco de deflação praticamente anulado, o BCE poderia, antes do final do seu mandato no próximo mês de Outubro, iniciar um regresso à normalidade da sua política monetária, que preparasse a instituição para uma futura crise.

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Quando decidiu, no final de 2018, que tinha chegado a altura de o BCE colocar um ponto final no seu programa de compra de dívida pública, Mario Draghi pensava certamente que a tarefa que tinha dado a si próprio de “fazer tudo o que fosse preciso” para retirar a zona euro da crise estava completa. Com a economia a recuperar e o risco de deflação praticamente anulado, o BCE poderia, antes do final do seu mandato no próximo mês de Outubro, iniciar um regresso à normalidade da sua política monetária, que preparasse a instituição para uma futura crise.