Homicídio voluntário aumentou 34% num ano

Houve 110 homicídios em 2018, mais 28 do que ano anterior, revela Relatório Anual de Segurança Interna.

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A violência doméstica contra cônjuge registou uma diminuição de 0,9% Daniel Rocha

O homicídio voluntário consumado aumentou 34,1% e os crimes de extorsão subiram 46,4% no ano passado em relação a 2017, segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) a que Lusa teve acesso. De acordo com o documento houve 110 homicídios em 2018, mais 28 face a 2017. 

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O homicídio voluntário consumado aumentou 34,1% e os crimes de extorsão subiram 46,4% no ano passado em relação a 2017, segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) a que Lusa teve acesso. De acordo com o documento houve 110 homicídios em 2018, mais 28 face a 2017. 

O RASI de 2018, que dá conta de uma diminuição de 8,6% da criminalidade violenta e grave no ano passado, em relação a 2017, e de uma descida de 2,6% dos crimes gerais, vai ser aprovado nesta quarta-feira na reunião do Conselho Superior de Segurança Interna.

No âmbito da criminalidade violenta e grave, os dados do RASI mostram que se registaram aumentos nos crimes de extorsão (mais 160 participações do que em 2017) e no homicídio voluntário consumado (mais 28).

Por sua vez, os crimes que contribuíram para a diminuição deste tipo de criminalidade no ano passado foram o roubo por esticão, que desceu 18,6% (menos 734 participações) e o roubo na via pública sem ser por esticão, que baixou 9,4%, menos 552.

Já no âmbito da criminalidade geral, os crimes de burla informática e nas comunicações aumentaram 20,1% (mais 1614 participações) e o furto em veículo motorizado subiu 5,1% (mais 1153).

Para a redução de 2,6% da criminalidade geral em 2018 face a 2017 contribuíram os crimes de incêndio e fogo posto, que registaram uma descida de 36,8% (menos 4125 participações) e, dentro destes, os incêndios florestais, que diminuíram 30,5%.

No ano passado diminuíram também os crimes de contrafacção e falsificação de moeda e da passagem de moeda falsa (-21,5%) e da condução de veículo com taxa de álcool superior ao permitido por lei (-7,9%).

Os dados do RASI mostram igualmente que a violência doméstica contra cônjuge registou uma diminuição de 0,9% (menos 230 casos), com 26.483 casos registados nas forças de segurança em 2018.

Apesar das detenções por tráfico de droga terem aumentado 12,4%, as quantidades apreendidas pelas forças de segurança diminuíram 64,5% em 2018, ano em que a criminalidade grupal baixou 4,5% e a delinquência juvenil reduziu 8,7%.

Os dados de 2018 revelam ainda que aumentaram em 10,3% as detenções no âmbito da investigação criminal, registando igualmente subidas as fiscalizações das armas e explosivos (2,7%) e as apreensões de armas de fogo (23%).

Também aumentou em 9,8% as acções de fiscalização à actividade da segurança privada, bem como os autos registados (10,7%).

No que respeita à prevenção e combate a incêndios florestais, o número de fogos diminuiu 30,5% em 2018 e a área ardida 91,9%, tendo os meios aéreos registado uma diminuição de 36,4% no número de operações.

O ano de 2018 representa o segundo valor mais reduzido em número de incêndios e o terceiro valor mais reduzido de área ardida, desde 2008.

Os resultados de 2018 em matéria de segurança rodoviária demonstram a existência de mais quatro vítimas mortais (mais 0,8% do que em 2017), menos 102 feridos graves (menos 4,2%) e menos 464 feridos ligeiros (menos 1,1%).

Os dados do RASI de 2018 indicam, por outro lado, que se verificou uma diminuição de 4,3% no número de reclusos, ao mesmo tempo que aumentaram em 4,3% os detidos preventivos e baixou em 5,9% os condenados.

No ano passado, as forças e serviços de segurança (GNR, PSP, SEF, Polícia Judiciária e Polícia Militar) registaram um aumento geral do seu efectivo de 0,4%.