PAIGC ganha com maioria relativa eleições na Guiné-Bissau

Os dados provisórios dizem que o partido conseguiu 46,1%, somando 47 deputados a que se juntam os dos partidos com quem fez acordos para poder governar.

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Domingos Simões Pereira (à esquerda), com Nuno Nabian, líder do partido Aliança Povo Unido (APU-PDGB) Paulo Cunha/Lusa

O Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) venceu as legislativas de 10 de Março, com 46,1%, conseguindo maioria absoluta no parlamento com acordos eleitorais, segundo os resultados provisórios anunciados nesta quarta-feira.

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O Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) venceu as legislativas de 10 de Março, com 46,1%, conseguindo maioria absoluta no parlamento com acordos eleitorais, segundo os resultados provisórios anunciados nesta quarta-feira.

De acordo com a Comissão Nacional de Eleições (CNE), o PAIGC elegeu 47 dos 102 lugares do parlamento, um número a que se somam os deputados dos partidos com que celebrou acordos eleitorais, a Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB, o quarto mais votado, cinco deputados), a União para Mudança (UM, um deputado) e o Partido da Nova Democracia (um1 deputado).

Na terça-feira, o PAIGC assinou um acordo de incidência parlamentar com a APU-PDGB, de Nuno Nabian. E já havia celebrado um acordo semelhante com o PND e a UM, pelo que, no total, o novo executivo deverá contar com o apoio de 54 deputados dos 102 do parlamento.

Em segundo e terceiro lugar ficaram, respectivamente o Movimento para a Alternância dos Democrática (Madem-G15, 27 deputados) e o Partido da Renovação Social (PRS, 21 deputados) que também anunciaram na terça-feira um acordo de governo, na expectativa de serem maioritários.

O Madem-G15 foi fundado há oito meses pelos derrotados por Domingos Simões Pereira no congresso do PAIGC, em Cacheu, e contou com muitos ex-dirigentes do maior partido guineense, entre os quais o empresário Braima Camará e o ex-primeiro-ministro Umaro Sissoco Embaló.

A mais recente crise política na Guiné-Bissau dura há quatro anos desde que o Presidente, José Mário Vaz, demitiu o governo de Domingos Simões Pereira, impondo uma série de governos de iniciativa presidencial que nunca contaram com apoio do parlamento.

No domingo, mais de 761 mil guineenses foram chamados a votar nas três mil mesas de voto, incluindo a diáspora. Segundo a CNE, houve 15,3% de abstenção.