Dois ex-governantes do PSD são "vices" de Santana

Órgãos da Aliança são anunciados hoje, no primeiro congresso do partido.

Foto
Miguel Manso

António Martins da Cruz, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, e Rosário Águas, secretária de Estado da Administração Pública, ambos em governos do PSD, estão entre os sete vice-presidentes da Aliança, partido liderado por Pedro Santana Lopes

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

António Martins da Cruz, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, e Rosário Águas, secretária de Estado da Administração Pública, ambos em governos do PSD, estão entre os sete vice-presidentes da Aliança, partido liderado por Pedro Santana Lopes

O embaixador Martins da Cruz, foi ministro do Governo liderado por Durão Barroso, deixou o PSD em Setembro do ano passado, em protesto contra Rui Rio, dizendo que estava "farto" de "pacóvios suburbanos". Rosário Águas foi deputada do PSD e secretária de Estado (com diferentes pastas) nos governos de Durão Barroso e de Santana Lopes. 

Na lista da direcção (aliás há apenas uma lista para todos os órgãos) constam ainda Ana Pedrosa-Augusto, advogada da estrela pop Madonna, Bruno Ferreira da Costa, professor universitário de Ciência Política na Universidade da Beira Interior e ex-militante do PSD, e João Borges da Cunha, arquitecto. Do PSD vieram ainda Carlos Pinto, autarca histórico na Covilhã, e Carlos Poço, antigo deputado social-democrata e Provedor da Santa Casa Misericórdia de Leiria. Neste órgão, Santana procurou ter representatividade territorial. A lista da direcção obteve 356 votos válidos, dos quais dez brancos e seis nulos. 

No Senado, uma espécie de conselho nacional, a lista de 30 elementos é liderada por João Pedro Varandas, advogado, seguido de Margarida Netto, ex-deputada do CDS-PP, e do médico Manuel Pinto Coelho, Jorge Nuno Sá, antigo deputado e líder da JSD. Foram eleitos todos os indicados com 343 votos válidos, dos quais 22 brancos e sete nulos. Aos elementos eleitos juntam-se os representantes indicados por cada uma das distritais. 

A comissão jurisdicional é presidida por José Pereira da Costa e foi eleita com 346 votos válidos, dos quais 17 votos brancos e nove nulos. O gabinete de auditoria é liderado por Sónia Carreira da Conceição, que deixou o PSD-Nazaré (e o cargo de deputada municipal nesta cidade) para se juntar à Aliança. Este órgão obteve 350 válidos, dos quais 15 brancos e sete nulos. 

A reitora da Universidade de Évora, Ana Costa Freitas, que tem conduzido os trabalhos do congresso, mantém-se como presidente da mesa deste órgão. Entre os nomes indicados para a mesa está o de Ricardo Alves Gomes, que trabalhou com Santana Lopes na Misericórdia de Lisboa. Nestas lista votaram 372 delegados (dos 545 inscritos), dos quais 13 votaram em branco e oito votos foram considerados nulos. 

Como director executivo da Aliança, que é equivalente a secretário-geral, mantém-se Luís Cirilo, antigo secretário-geral adjunto do PSD no tempo de Durão Barroso.

A moção estratégica global de Pedro Santana Lopes, intitulada "Um país às direitas", foi aprovada esta madrugada, com uma abstenção.