Prisões

Governo dos Açores e serviços prisionais alargam rede de intervenção junto de reclusos

Protocolo prevê alargamento da rede de parceiros para o tratamento e prevenção da toxicodependência e promoção da empregabilidade de reclusos.
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Paulo Pimenta

O Instituto da Segurança Social dos Açores (ISSA) e a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais assinaram nesta quarta-feira um protocolo que alarga a rede de parceiros para o tratamento e prevenção da toxicodependência e promoção da empregabilidade.

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"Até agora tínhamos do lado do Governo Regional o Instituto de Segurança Social e alargámos a rede de parceiros a duas entidades que têm um papel muito importante quer no tratamento e prevenção [da toxicodependência], quer na promoção da empregabilidade. Isto são aspectos determinantes", disse a secretária regional da Solidariedade Social, Andreia Cardoso, à agência Lusa.

A governante falava em Ponta Delgada após a assinatura do protocolo que acrescenta à rede de apoio aos reclusos as direcções regionais do emprego e do combate às toxicodependências.

"Alargámos a rede de parceiros a estas duas entidades que têm um papel muito importante no tratamento e prevenção e na promoção da empregabilidade", sublinhou Andreia Cardoso, indicando que a metodologia de trabalho que já é aplicada no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada (São Miguel) será alargada também à cadeia de Angra do Heroísmo (Terceira) e adaptada à da Horta (Faial).

A secretária regional disse que este já é "um trabalho com dez anos que permite perceber quais os pontos a aprofundar", adiantando que "mais de duas centenas de reclusos que beneficiaram" desta articulação entre estas várias entidades e parceiros, "o que permite trabalhar a reincidência e promover a integração efectiva destes cidadãos na comunidade após o cumprimento da pena".

O director-geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata, sublinhou, por seu turno, "a singularidade" do protocolo na medida em que agrega vários serviços.

"Isto começou em São Miguel. É uma prática que tem dez anos, período em que a direcção já colabora com várias entidades, o que permite realizar um conjunto de acções com estas entidades", frisou Celso Manata.

O responsável destacou ainda que este protocolo "é um exemplo" de boas práticas que gostaria de replicar à Região Autónoma da Madeira e continente.