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Costa anuncia mais 12% para cultura e investigação e 25% para emprego científico

O primeiro-ministro vai à Festa de Verão do PS afinar o discurso para o ciclo eleitoral e anunciar novidades do Orçamento para 2019.
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António Costa discursa este sábado na Festa de Verão do PS Rui Gaudêncio

Na pele de secretário-geral do PS, o primeiro-ministro subirá este sábado à tarde ao palco da Festa de Verão do partido, no Parque 25 de Abril, em Caminha, para anunciar um reforço de 12% de verbas para o Ministério da Cultura, mais 12% para a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e mais 25% para o emprego científico, no Orçamento do Estado para 2019.

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António Costa anunciará que os orçamentos sectoriais da Ciência e da Cultura serão os que mais crescem na despesa pública do próximo ano, concretizando percentualmente esse crescimento, na rentrée do PS, que este ano contará apenas com mais um discurso além do do líder do partido: o do presidente da Federação do PS de Viana do Castelo e presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves.

O reforço de verbas para a Ciência e para a Cultura será enquadrado por António Costa como uma demonstração do que pretende que seja a aposta do Governo na criação de mais e melhores recursos humanos em Portugal. Nesse âmbito, garantirá também o crescimento do orçamento do Instituto Camões e do ensino artístico. O líder do PS abordará ainda o programa que está a ser preparado, com incidência orçamental em 2019, para o regresso de jovens que emigraram durante a crise económica e no período de intervenção da troika formada pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional.

O líder do PS chegará ao Parque 25 de Abril depois participar num almoço-debate com mulheres socialistas em Riba de Âncora e a tempo de assistir à Festa de Verão dos socialistas que conta com a actuação do Grupo de Bombos de Gondar, do Grupo de Gaiteiros de Rio Mouro, do Grupo de Baile Tradicional de Castro Laboreiro, do Grupo Folclórico das Lavradeiras de Orbacém e da Rusga dos Amigos de Sá.

Na iniciativa partidária que marca a rentrée do último ano da legislatura e tendo como horizonte o ciclo eleitoral de 2019, António Costa aplicar-se-á na mobilização da máquina partidária socialista para enfrentar as eleições europeias de 26 de Maio, as legislativas do início de Outubro e as regionais da Madeira previstas antes do fim do ano.

Centrar nas pessoas

O discurso de António Costa na Festa de Verão do PS, de acordo com as informações obtidas pelo PÚBLICO, deverá arrancar com o balanço da acção do executivo, centrando-se no impacto que a acção do Governo teve na melhoria da vida das pessoas e na recuperação económica. Numa apresentação de resultados quase personalizada, em vez de falar em redução da carga fiscal, o líder do PS e primeiro-ministro deverá concretizar quanto é que cada pessoa paga a menos de IRS, quanto aumentaram os salários, quanto baixou o desemprego, qual o crescimento do PIB.

Já no plano do combate político ao discurso da oposição, António Costa não deixará de responder às críticas de que os serviços públicos estão piores, sem evitar comentar a situação no Serviço Nacional de Saúde e também no serviço de comboios e na rede ferroviária.

Numa altura que serve para afinar o discurso para o próximo ciclo eleitoral mas também para as negociações do Orçamento do Estado para 2019, António Costa fará questão de deixar recados aos parceiros de aliança parlamentar, o BE, o PCP e o PEV.

Neste domínio, o líder do PS defenderá a necessidade de o país assegurar as metas de recuperação económica. Insistirá que não é desejável avançar para soluções que agora podem parecer fáceis mas que não são seguras em termos de manutenção do crescimento e de desenvolvimento. Ou seja, António Costa proclamará a ideia de que não é ainda o momento certo para correr riscos orçamentais ou assumir compromissos que possam não resultar ou que sejam impossíveis de cumprir.

Prevista no discurso de António Costa na Festa de Verão do PS está ainda uma passagem sobre a necessidade de aumentar o potencial de crescimento económico, apostando nos recursos endógenos. Neste âmbito, falará na prioridade do desenvolvimento do interior, centrando-se na resposta aos incêndios de 2017 e ao fogo deste Verão em Monchique e explicando as medidas de ordenamento e coesão territorial, aprovadas no Conselho de Ministros extraordinário realizado a 14 de Julho em Pampilhosa da Serra.

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Roteiro por Carlos Cipriano