Tailândia

Três dos 12 rapazes e o treinador que ficaram presos na gruta recebem nacionalidade tailandesa

Um grupo de 13 pessoas ficou preso numa gruta no final de Junho. Foram resgatados mais tarde por uma equipa internacional de socorro.
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O treinador e três dos rapazes de uma equipa de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia no final de Junho (e foram resgatados 17 dias depois) ganharam cidadania tailandesa nesta quarta-feira, juntamente com outras 26 pessoas. A nacionalidade foi concedida aos rapazes Ardoon Sam-aon, Mongkol Boompiam, Ponchai Khamluang e ao treinador Ekkapol Chantawong, tendo todos eles recebido bilhetes de identidade numa cerimónia que aconteceu em Chiang Rai.

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Ardoon, o rapaz de 14 anos que falou em inglês com os socorristas britânicos que os encontraram na gruta, nasceu na Birmânia (os outros dois rapazes nasceram na Tailândia). Como a região de Mae Sai fica mesmo encostada à fronteira birmanesa, é comum haver famílias que atravessam a fronteira para procurar trabalho ou para ir à escola. As Nações Unidas estimam que haja 430 mil pessoas sem nacionalidade na Tailândia e, desde 2011, já foi concedida cidadania tailandesa a mais de 27 mil pessoas.

A cidadania tailandesa (e o bilhete de identidade) permite-lhes ter acesso a serviços públicos, a serviços de saúde e à livre circulação dentro do país.

A operação de resgate da equipa de futebol ganhou atenção mediática internacional. Depois de terem ficado presos na gruta durante dez dias, sem comida e sem luz, foram encontrados pelos mergulhadores e o resgate começou pouco depois — todos saíram em segurança. Doze dos 13 rapazes resgatados passaram uma semana como noviços num templo budista para homenagear um mergulhador que morreu durante as operações de socorro. Agora, regressam à sua vida.