Hipótese de reestruturação da dívida italiana enerva mercados

Ambiente dissipou-se parcialmente com o decorrer do dia.

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A Liga garantiu que não está em cima da mesa qualquer pedido de reestruturação LUSA/RICCARDO ANTIMIANI

A possibilidade de inclusão de um pedido de reestruturação da dívida e de uma proposta de criação na zona euro de um mecanismo de saída da moeda única no acordo de formação de governo em Itália criou na manhã de hoje um ambiente de grande nervosismo nos mercados financeiros, que apenas se dissipou parcialmente com o decorrer do dia.

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A possibilidade de inclusão de um pedido de reestruturação da dívida e de uma proposta de criação na zona euro de um mecanismo de saída da moeda única no acordo de formação de governo em Itália criou na manhã de hoje um ambiente de grande nervosismo nos mercados financeiros, que apenas se dissipou parcialmente com o decorrer do dia.

As taxas de juro implícitas a que os títulos de dívida italiana são transaccionados nos mercados ultrapassaram logo nos primeiros minutos da sessão a marca dos 2%, alargando a diferença face às taxas de juro da grande maioria dos parceiros da zona euro. No final do dia, as taxas italianas a dez anos cifraram-se em 2,126%, quando por exemplo em Portugal se ficam pelos 1,812%.

Na bolsa de Milão, por outro lado, o principal índice caiu 2,5%, com destaque para as perdas registadas nos títulos do sector bancário italiano.

Tal como aconteceu por diversas vezes nos últimos anos na zona euro, sempre que aumentam as probabilidade de ocorrência de cenários de reestruturação de dívida ou mesmo de saída do euro, os juros exigidos ao país em causa agravam-se. Uma escalada acabou por ser evitada pelo facto de um responsável da Liga ter garantido que não constava do acordo de coligação qualquer pedido de reestruturação de dívida.

Ainda assim, a generalidade dos analistas antecipa a manutenção de um clima de nervosismo nos mercados enquanto vão sendo conhecidos os pormenores do acordo, que pode incluir diversas medidas de agravamento da despesa e um menor controlo da evolução do défice e da dívida.