Cruzeiro Seixas e Valter Hugo Mãe em exposição inédita em Lisboa

Colaborativa.mente é o título da mostra, que reúne um núcleo inédito de seis obras realizadas pelos dois criadores.

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O artista Cruzeiro Seixas e o escritor Valter Hugo Mãe vão juntar-se esta quarta-feira, dia 25 de Abril, para inaugurar uma nova exposição na Casa da Liberdade - Mário Cesariny, em Lisboa, onde apresentam um núcleo de obras inédito.

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O artista Cruzeiro Seixas e o escritor Valter Hugo Mãe vão juntar-se esta quarta-feira, dia 25 de Abril, para inaugurar uma nova exposição na Casa da Liberdade - Mário Cesariny, em Lisboa, onde apresentam um núcleo de obras inédito.

Colaborativa.mente dá a conhecer o resultado do encontro entre estes dois nomes das artes plásticas e da literatura, colocando em destaque um núcleo inédito de seis obras realizadas em composição conjunta, segundo a organização.

Foram "inspirados pelos processos participativos, recorrentes entre os membros do movimento surrealista, acérrimos amantes do acaso objectivo, do automatismo psíquico puro e das manifestações do inconsciente enquanto forma impulsionadora da produção artística", descreve o texto sobre da exposição divulgado pela Casa da Liberdade.

Cruzeiro Seixas e Valter Hugo Mãe "empreenderam, para esta exposição, um caminho criativo conjunto, onde é possível ressaltar a importância do papel da sensibilidade poética que inevitavelmente os une", segundo o comunicado.

Embora Cruzeiro Seixas se tenha celebrizado sobretudo como autor de uma obra plástica, na corrente surrealista, é também pública a sua devoção pela poesia como forma de expressão.

Numa posição oposta, foi através de uma diversidade de obras no campo da produção literária e poética que Valer Hugo Mãe se tem destacado na actualidade.

Foi essa a dimensão que o uniu primeiramente a Cruzeiro Seixas, cuja obra poética editou, em tempos, enquanto co-fundador das edições Quasi. No entanto, Valter Hugo Mãe tem também mostrado, muito pontualmente, a sua obra plástica.

A mostra Colaborativa.mente foi pensada desde a sua génese como uma intervenção específica, para assinalar também os 44 anos da Revolução dos Cravos com um diálogo entre dois autores que, de forma mais directa e/ou indirecta, trilharam os caminhos da liberdade, segundo a galeria.

A exposição, com curadoria de Carlos Cabral Nunes, estará patente até 16 de Junho de 2018 em Alfama.