Presidente recusa “divisões” com o Governo

Marcelo Rebelo de Sousa diz que é preciso ganhar “este combate” na floresta e que se trata de uma “causa nacional”. “Quem achar o contrário é porque não tenciona ser Governo tão depressa”, afirma.

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Enquanto comandante das Forças Armadas, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, levou o dia de sábado numa campanha de toca a reunir. Acelerou no mato por entre árvores cortadas e silvas a monte para defender que este “combate” pela limpeza dos terrenos é para ganhar, para evitar males futuros.

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Enquanto comandante das Forças Armadas, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, levou o dia de sábado numa campanha de toca a reunir. Acelerou no mato por entre árvores cortadas e silvas a monte para defender que este “combate” pela limpeza dos terrenos é para ganhar, para evitar males futuros.

“Não sou dado a angústias metafísicas, sou dado a determinação e decisão. Tudo o que é preciso fazer, que o Parlamento entenda ou o Governo, o Presidente apoia. Desde Outubro o tenho dito”, afirmou Marcelo aos jornalistas, depois de visitar os trabalhos que as Forças Armadas estão a fazer na Serra do Crasto, em Viseu, na criação de faixas de gestão de combustível e de limpeza do mato junto a casas e estradas.

“Não se tente encontrar divisões, angústias, hesitações, naquilo que é uma causa nacional. Não vamos agora encontrar divisões que não existem numa causa que todos somados somos poucos. Divididos não somos suficientes”, respondeu, quando questionado se mantém as dúvidas sobre se o Governo tudo está a fazer para enfrentar o próximo Verão – Executivo que este sábado andou na rua a promover a limpeza dos terrenos e que foi criticado pelo líder do PSD, Rui Rio.

Perante a pergunta sobre se concorda com os críticos que dizem tratar-se de uma “acção de marketing” (caso de Rui Rio), o Presidente garantiu que está “acima dessa lógica do debate político” e defendeu: “É tão importante que se ganhe este combate que é nacional, combate por um Portugal melhor, por uma floresta mais bem compreendida e ainda melhor preservada e valorizada, é tão importante que o debate por votos, menos votos é secundário. Quem quer que seja governo, hoje ou daqui a 4, 8, 12, 16 anos seja governo só ganha com a vitória neste combate. Quem achar o contrário é porque não tenciona ser governo tão depressa.”

Um desses críticos, o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, do PSD, acabou por estar ao lado do Presidente da República e dos ministros da Defesa, Azeredo Lopes, e do Ambiente, Matos Fernandes. O Presidente diz que o país “está a preparar-se”, incluindo os presidentes de câmara. E defende, por várias vezes, esta estratégia de sensibilização. “Se há coisa que temos de reconhecer no que tem sido feito ao longo dos últimos meses e semanas é uma acção de sensibilização das populações. Só quem não vê televisão, ouve rádio, não lê jornais, não acompanha o que se passa é que não percebe o esforço que tem havido de sensibilização, por parte do Governo, do Parlamento, das autarquias, das instituições, todos têm feito uma acção de sensibilização das populações e os portugueses perceberam”, acredita Marcelo.