Rio quer novos coordenadores equiparados a deputados

Comissão política apresentou proposta para rever estatutos

Foto
LUSA/TIAGO PETINGA

A comissão política nacional do PSD avançou com uma proposta de alteração de estatutos para encaixar a estrutura do novo conselho estratégico nacional, apresentado por Rui Rio. Os coordenadores das áreas temáticas são equiparados a deputados ao nível da representação em órgãos nacionais.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

A comissão política nacional do PSD avançou com uma proposta de alteração de estatutos para encaixar a estrutura do novo conselho estratégico nacional, apresentado por Rui Rio. Os coordenadores das áreas temáticas são equiparados a deputados ao nível da representação em órgãos nacionais.

A proposta foi colocada em cima da mesa da reunião de quinta-feira do grupo de trabalho que foi criado para consensualizar os textos que foram apresentados no congresso de Fevereiro. Nenhum dos quatro autores de propostas de alteração estatutárias se opôs a que a comissão política apresentasse uma proposta apesar de ter abdicado de o fazer no congresso, mas no partido há quem tenha dúvidas jurídicas sobre esta iniciativa. 

Ao que o PÚBLICO apurou, a proposta da comissão política nacional, representada no grupo de trabalho por António Maló de Abreu, prevê que os coordenadores das áreas temáticas tenham direito a participar no congresso e nas reuniões do conselho nacional sem direito a voto, tal como os deputados.

Na proposta de um novo modelo de conselho estratégico nacional, o PSD passaria a ter coordenadores e porta-vozes nacionais para 16 áreas temáticas (este número ainda pode ser afinado), numa estrutura a replicar a nível distrital. Rio quer consagrar esta nova estrutura nos estatutos, para lhe conferir mais peso e um carácter mais permanente, mas admite que, se não for possível, fique inscrita em regulamento.

O grupo de trabalho vai discutir todas as propostas de alteração aos estatutos e tentar chegar a acordo sobre o texto que será depois levado a conselho nacional, o órgão máximo entre congressos.

Para já, a versão final do conselho estratégico nacional só deverá ser aprovada na comissão política nacional no final do mês, já que na próxima semana Rui Rio estará em Bruxelas para participar na cimeira do Partido Popular Europeu.