Filmes sobre Macau exibidos a partir deste domingo no Museu do Oriente

Ciclo mostra território durante o século XX e após a transição para a administração da China.

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Reuters/BOBBY YIP

Um ciclo de filmes de arquivo e contemporâneos sobre Macau, revelando olhares sobre o território durante o século XX e após a transição para a administração da China, começa este domingo no Museu do Oriente, em Lisboa.

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Um ciclo de filmes de arquivo e contemporâneos sobre Macau, revelando olhares sobre o território durante o século XX e após a transição para a administração da China, começa este domingo no Museu do Oriente, em Lisboa.

"Cinema Macau. Passado e presente" é o título do ciclo que irá prolongar-se até 18 de Fevereiro - com sessões às 17h, de entrada livre -, criado com base no arquivo colonial e em filmes realizados sobre a vida contemporânea do território.

O ciclo, organizado em sete sessões temáticas, com curadoria da jornalista e crítica de cinema Maria do Carmo Piçarra, começa por revelar a perceção sobre Macau, durante o Estado Novo, de realizadores portugueses, tanto amadores, como Antunes Amor, como profissionais que serviram a propaganda, como Ricardo Malheiro.

Contrapõe ainda imagens fixadas por cineastas estrangeiros ao serviço do regime, como Miguel Spiguel e Jean Leduc, mostrando também como Manuel Faria de Almeida, um dos fundadores do Novo Cinema português que, posteriormente, ajudou a criar a Televisão de Macau, antecipou as angústias sentidas pelos residentes do território, com a perspectiva da transição da soberania de Portugal para a China, em 1999.

Em contraponto a estas perspectivas, o ciclo apresenta a visão contemporânea de jornalistas e das novas gerações de realizadores portugueses, que viveram ou visitaram o território, como Rui Pedro Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues, ou ainda vivem, como Ivo Ferreira, e o de uma realizadora sérvia, Nevena Desivojevic, que filmou, em Lisboa, a rememoração de um aspecto da vivência em Macau.

O ciclo integra ainda investigações filmadas, assinadas por jovens jornalistas portugueses, como Filipa Queiroz e Helder Beja, que relevam traços da presença portuguesa durante o século XX.

Apresenta ainda as inquietações, aspirações e a sensibilidade da primeira geração de realizadores de Macau, recorrendo a linguagens que vão do ensaio visual à animação e usando, sobretudo, o formato da curta-metragem.

Entre estas produções estão filmes realizados por Albert Chu, Leong Kin, Cobi Lou, Hong Heng Fai, Cheong Kin Man e Tracy Choi, de quem é apresentada também a longa-metragem "Irmãs" ("Sisterhood"), que reflectem as mudanças na paisagem, física e humana, de Macau.

Ao longo deste ciclo serão exibidos filmes do Arquivo Nacional de Imagens em Movimento (ANIM), da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) e do Centro de Audiovisuais do Exército (CAVE).