Governo garante mais dez euros nas pensões "a meio do ano" e seis às mínimas

Aumento deverá verificar-se "a meio do ano" de 2018, previsivelmente em Agosto, como sucedeu este ano.

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NFS - Nuno Ferreira Santos

O Governo acolheu nesta quinta-feira a proposta comunista de aumento extraordinário de dez euros nas pensões, devendo efectivar-se "a meio do ano" de 2018, previsivelmente em Agosto, como sucedeu este ano, e seis euros às já actualizadas pensões mínimas.

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O Governo acolheu nesta quinta-feira a proposta comunista de aumento extraordinário de dez euros nas pensões, devendo efectivar-se "a meio do ano" de 2018, previsivelmente em Agosto, como sucedeu este ano, e seis euros às já actualizadas pensões mínimas.

Segundo esclareceu à Lusa fonte ligada às negociações para a proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), ficam abrangidas por um aumento de pelo menos seis euros as pensões mais baixas (do primeiro escalão, rurais ou sociais), que não foram sendo alvo de congelamentos ou cortes.

As restantes, que também vão beneficiar da actualização automática, balanceada pelo valor da inflação, algo previsto na legislação em virtude dos resultados positivos de crescimento da economia, vão ter aumento garantido de dez euros, pois receberão o remanescente, caso não atinjam aquele valor de aumento, ou seja, entre as pensões mínimas e as pensões de perto de 600 euros.

A medida de aumento extraordinário das pensões está estimada em cerca de 35 milhões de euros e deverá abranger 1,67 milhões de pensionistas.

Nas diversas reuniões e contactos entre o executivo socialista e elementos dos partidos com os quais tem posições conjuntas prosseguem até sexta-feira, data de entrega no parlamento do OE2018, ficou também definido o fim do corte de 10% no subsídio de desemprego ao fim de seis meses daquele apoio social e o aumento da derrama estadual de IRC para empresas com lucros acima de 35 milhões de euros.