Manifestações em Espanha pedem união e diálogo

Manifestação em Madrid em defesa "da União, da Constituição e do Estado de Direito”.

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Começaram a juntar-se às 12h (11h, em Lisboa), e os jornais logo sinalizaram a presença de centenas de pessoas. A praça Colombo, no centro de Madrid, está a ser o ponto de concentração de manifestantes que querem apelar à “defesa da nação, da Constituição e do Estado de Direito”, respondendo à convocatória para a concentração feita pela Fundação Denaes, que se define como uma organização em defesa da nação espanhola. Mas, segundo o jornal catalão La Vanguardia, a listagem de fundações e instituições que se juntaram a este apelo chega à meia centena.

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Começaram a juntar-se às 12h (11h, em Lisboa), e os jornais logo sinalizaram a presença de centenas de pessoas. A praça Colombo, no centro de Madrid, está a ser o ponto de concentração de manifestantes que querem apelar à “defesa da nação, da Constituição e do Estado de Direito”, respondendo à convocatória para a concentração feita pela Fundação Denaes, que se define como uma organização em defesa da nação espanhola. Mas, segundo o jornal catalão La Vanguardia, a listagem de fundações e instituições que se juntaram a este apelo chega à meia centena.

No arranque da manifestação, e em declarações aos jornalistas, o presidente da Fundação Denaes explica que esta manifestação serve para “abraçar Espanha e todos os espanhóis”, e para lembrar que esperam “que se cumpra a lei e que se faça cumprir a lei”. 

De acordo com a reportagem do jornal, são “manifestantes de todas as idades” que já estão a abarrotar na praça madrilena, empenhando bandeiras espanholas e gritos de ordem como "Viva Espanha", "Puidgemont para a prisão” e “com golpistas não se fala”. 

É precisamente o contrário, e a possibilidade de pôr as duas partes do conflito político a falar, que defende o movimento “Hablamos?”, que convocou também para este sábado uma concentração que, em Madrid, se fará um quilómetro ao lado, a partir da praça Cibeles. Mas a convocatória do movimento Hablamos estende-se a todos as cidades de Espanha.

Trata-se de um movimento de cidadãos, que começou numa agência de publicidade e que se arrastou pelas redes sociais, e às quais vários dirigentes políticos de esquerda e entidades do sector terciário rapidamente aderiram. O único apelo que faz este movimento é para que os manifestantes enverguem roupa branca em vez de bandeiras e reivendiquem apenas uma coisa: diálogo. "Sabemos que a convivência é possivel. Espanha é melhor do que os seus governantes", lê-se no manifesto com a convocatória para a concentração.

Em Barcelona, milhares de pessoas vestidas de branco também encheram a praça do município, onde se multiplicam os cartazes a pedir "diálogo".