O futuro pode ser Skype entre reclusos estrangeiros e familiares

Director-geral dos Serviços Prisionais admite a possibilidade de testar o uso de telemóveis "no regime aberto e só para contactos autorizados".

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O número de apreensões nas cadeias tem crescido de ano para ano Paulo Pimenta (arquivo)

A Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais tem em cima da mesa um projecto-piloto que envolve a comunicação via Skype entre reclusos estrangeiros e familiares. E o director-geral, Celso Manata, já admite a possibilidade de testar o uso de telemóveis — "no regime aberto e só para contactos autorizados".

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A Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais tem em cima da mesa um projecto-piloto que envolve a comunicação via Skype entre reclusos estrangeiros e familiares. E o director-geral, Celso Manata, já admite a possibilidade de testar o uso de telemóveis — "no regime aberto e só para contactos autorizados".

Para já, só pode haver cabines telefónicas. Funcionam através de cartão e só permitem aceder a dez contactos autorizados. Cada recluso pode fazer uma chamada de cinco minutos por dia para advogado/solicitador e outra para familiar ou pessoa de confiança.

O sistema não dispõe de tecnologia que iniba o sinal de telemóvel. É cara e tem de ser actualizada amiúde, justifica Manata. Tem cães treinados e equipamentos que permitem detectar esses aparelhos. “Para o orçamento de 2018 está previsto comprar mais.”

Aqueles equipamentos estão nos serviços centrais. São usados à noite. Os guardas passam junto às celas, detectam o sinal, entram e revistam. “Quando fazemos isto, temos de usar vários aparelhos”, explica. “As celas são abertas todas ao mesmo tempo para que os guardas possam agir antes de os telemóveis serem atirados pela janela.”

O número de apreensões cresce de ano para ano. O registo oficial comprova-o: 1211 em 2012, 1637 em 2014, 2094 em 2016.