Concedidos 4202 “vistos gold”: chineses e brasileiros lideram

Grande maioria dos vistos foi atribuída por via de aquisição de imóveis.

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O SEF salienta que as principais nacionalidades a beneficiarem desta medida são a chinesa, a brasileira, a russa, a libanesa e a sul-africana PP PAULO PIMENTA

Mais de quatro mil “vistos gold” foram concedidos a estrangeiros, sendo os chineses e os brasileiros as principais nacionalidades a obter uma Autorização de Residência para Actividade de Investimento (ARI), segundo o SEF.

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Mais de quatro mil “vistos gold” foram concedidos a estrangeiros, sendo os chineses e os brasileiros as principais nacionalidades a obter uma Autorização de Residência para Actividade de Investimento (ARI), segundo o SEF.

Dados enviados à agência Lusa indicam que desde a sua criação (8 de Outubro de 2012) até 31 de Dezembro de 2016, foram atribuídos 4202 “vistos gold”: dois em 2012, 494 em 2013, 1526 em 2014, 766 em 2015 e 1414 em 2016.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras indica também que as principais nacionalidades com este tipo de Autorização de Residência para Actividade de Investimento, conhecida por “vistos gold”, são a chinesa (3050), brasileira (247), seguido dos cidadãos da Rússia (148), África do Sul (137) e Líbano (72).

Este tipo de instrumento, que visa a captação de investimento, permitiu igualmente que 6637 estrangeiros passassem a ter uma autorização de residência ao abrigo do reagrupamento familiar.

De acordo com o SEF, o investimento resultante dos “visto gold totaliza 2,5 mil milhões de euros, dos quais cerca de 251 milhões de euros foram obtidos através de transferência de capital e 2,3 mil milhões através da aquisição de bens imóveis.

Dos 4202 “vistos gold” atribuídos, 3964 foram por via da aquisição de imóveis, 232 através de transferência de capital e seis para a criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

Os “vistos gold” foram criados em 2012, mas a partir de Setembro de 2015 entraram em vigor novas regras para a sua obtenção, nomeadamente o alargamento dos critérios de investimento para cidadãos fora da União Europeia a áreas como reabilitação urbana e ciência.