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Eis o Admirável Mundo em Rede é uma colecção de curiosidades e inquietações sobre a história e os possíveis futuros da Internet (e do mundo com a Internet), estruturada de forma amena.

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Uma colecção de curiosidades e inquietações sobre a história e os possíveis futuros da Internet (e do mundo com a Internet), estruturada de forma amena.

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Uma colecção de curiosidades e inquietações sobre a história e os possíveis futuros da Internet (e do mundo com a Internet), estruturada de forma amena.

Demasiado amena, porventura, o que dá que a quantidade de coisas interessantes que o filme tem para mostrar viva sobretudo da locução de Herzog e do seu carregadíssimo sotaque teutónico – há qualquer coisa naquela dicção que traria uma sensação de perigo iminente mesmo a um filme sobre ovos mexidos, por exemplo. 

Fica-se com a sensação de que Herzog, preferindo a generalidade, passa ao lado de matéria que dava para um filme inteiro, como no caso do segmento sobre aquela gente condenada a uma espécie de trevas cibernéticas (por intolerância às radiações e emissões dos dispositivos wi-fi). Na sua pedagogia, no sentido mais nobre do termo (ou seja, livre de paternalismos), este tipo de filmes que Herzog tem feito bastante aproxima-se daquele vontade rosseliniana (que o italiano pensou encontrar na televisão) de tornar o cinema um instrumento de conhecimento e reflexão, uma ferramenta útil para o pensamento, livre de “futilidades”.

Mas há exemplos melhores no próprio Herzog, e fica-se com a sensação de que isto também são coisas que ele faz num piscar de olhos e com uma mão atrás das costas, e ala para o próximo. Quando um dia se fizer a história deste período de Herzog, admiraremos estes filmes pelo mosaico que constituem, mais do que por cada um tomado individualmente.