José Tolentino Mendonça vence Prémio Teixeira de Pascoaes

Júri atribuiu o prémio, no valor de 12.500 euros, a A Noite Abre Meus Olhos, volume que reúne a obra poética do autor.

Foto
José Tolentino Mendonça Miguel Manso

O Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, promovido pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) com o patrocínio da Câmara Municipal de Amarante, foi atribuído ao livro A Noite Abre Meus Olhos (Assírio & Alvim, 2014), de José Tolentino Mendonça, uma reedição da poesia reunida do autor, ampliada com os seus títulos mais recentes: O Viajante Sem Sono (2009), Estação Central (2012) e A Papoila e o Monge (2013).

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

O Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, promovido pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) com o patrocínio da Câmara Municipal de Amarante, foi atribuído ao livro A Noite Abre Meus Olhos (Assírio & Alvim, 2014), de José Tolentino Mendonça, uma reedição da poesia reunida do autor, ampliada com os seus títulos mais recentes: O Viajante Sem Sono (2009), Estação Central (2012) e A Papoila e o Monge (2013).

O júri, constituído por Isabel Cristina Mateus, José Carlos Seabra Pereira e José Manuel Mendes, decidiu por unanimidade atribuir este prémio, no valor de 12.500 euros, à obra de Tolentino Mendonça, elogiando a sua “coerência interna” e a “construção de linguagem fortemente visual que se sente respirar rente ao coração do mundo".

O júri salientou ainda “o mérito de uma poética discreta da espiritualidade atenta ao rosto e ao olhar do outro, resgatando-o do esquecimento e do desamparo, bem como as projecções de uma estética que, na aparente simplicidade, exprime o deslumbramento e os sobressaltos de uma evidência da liberdade do corpo, lugar de revelação da realidade sacra do quotidiano, em particular nas relações interpessoais”.

A esta edição do prémio, aberta a livros originais, mas também a compilações e antologias, concorreram obras publicadas em 2015 e, a título excepcional, em 2014.

José Tolentino Mendonça já tinha vencido em Maio a primeira edição do Grande Prémio de Literatura da APE e da Câmara Municipal de Loulé para Crónica e Dispersos Literários, com o volume Que Coisa São as Nuvens (2015), que reúne textos originalmente publicados no semanário Expresso.

O autor nasceu em 1965 na Madeira e concilia a sua actividade como escritor com as funções de sacerdote católico e de professor universitário, sendo actualmente vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, director do Centro de Estudos de Religiões e Culturas e consultor do Pontifício Conselho para a Cultura, na Santa Sé.

A cerimónia de entrega do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes está agendado para o próximo dia 10 de Dezembro, em Amarante.