PSD faz propostas na saúde, CDS desafia esquerda a vir a jogo na educação

Sociais-democratas acusam Governo de acumular dívidas no Serviço Nacional de Saúde.

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Isabel Galriça Neto, do CDS, insurgiu-se contra o "pacto de silêncio" com o qual, alega, "se tenta branquear a realidade dos problemas graves que existem na saúde” Rui Gaudêncio

A bancada social-democrata acusou o Governo “social-comunista” de “irresponsabilidade financeira” ao deixar acumular dívidas no sector da saúde. E anunciou a entrega de um projecto de resolução em que pede a redução do montante das dívidas. Numa declaração política em plenário da Assembleia da República, nesta quinta-feira, a deputada do PSD Ângela Guerra estimou que a dívida total a fornecedores ronde neste momento os 1500 milhões de euros.

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A bancada social-democrata acusou o Governo “social-comunista” de “irresponsabilidade financeira” ao deixar acumular dívidas no sector da saúde. E anunciou a entrega de um projecto de resolução em que pede a redução do montante das dívidas. Numa declaração política em plenário da Assembleia da República, nesta quinta-feira, a deputada do PSD Ângela Guerra estimou que a dívida total a fornecedores ronde neste momento os 1500 milhões de euros.

“O Serviço Nacional de Saúde [SNS] é uma realização demasiado importante para que a irresponsabilidade financeira de um Governo 'social-comunista' possa acabar por pôr em causa o regular funcionamento dos serviços públicos de saúde e, com isso, o próprio acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde", afirmou a deputada. Outro dos projectos de resolução anunciados incide sobre a necessidade de o Governo reduzir o recurso aos chamados “médicos tarefeiros”. Nas contas da deputada, o SNS gastou, nos primeiros seis meses do ano, mais de 47 milhões de euros no pagamento desses serviços.

Para o bloquista Moisés Ferreira, a recomendação do PSD de responsabilidade na gestão do Serviço Nacional de Saúde “só pode ser uma piada”. “O diabo está nestes projectos com que o PSD quer voltar ao passado de destruição do SNS”, acusou.

Ao lado do PSD esteve a deputada centrista Isabel Galriça Neto, que disse rejeitar aquilo que designou “pacto de silêncio com que se tenta branquear a realidade dos problemas graves que existem na saúde”. Problemas, sim, reconheceu a bancada comunista, mas no passado. Carla Cruz, do PCP, referiu que ainda existem dívidas a fornecedores que datam de 2014. O mesmo argumento já tinha sido usado pelo socialista António Sales, referindo que em 2014 e 2015 as dívidas a fornecedores também aumentaram, passando de 1,7 mil milhões de euros para 2079 mil milhões.

Esquerda "dá nega" a CDS

O projecto de lei do CDS-PP com vista à alteração da Lei de Bases de Educação, esta quinta-feira anunciado, arrisca-se a ser chumbado pela maioria de esquerda já na próxima semana, a avaliar pela reacção à defesa das propostas assumida pela deputada Ana Rita Bessa. O pedido para uma “consensualização” foi mal recebido. “É uma extrema irresponsabilidade pensar que é assim que se constroem consensos. Tem a noção de quanto trabalho houve há 30 anos, quantos colóquios, quantos debates, para se chegar a um consenso?”, afirmou o deputado do PS Porfírio Silva, acusando o CDS de “matar esses consensos” quando quer debater as alterações já na próxima semana.

Do lado do PCP, a reacção também foi algo violenta. “O CDS, que protagonizou o maior ataque à escola pública, vem agora com esta proposta? Quer alterar para quê? Para a destruição da escola pública? Se é para isso, não contem connosco”, avisou Ana Mesquita. Ana Rita Bessa não se conformou com a resposta e ainda desafiou o PCP a “vir a jogo” com as suas propostas. O projecto de lei do CDS, que é discutido na próxima quinta-feira em plenário, propõe uma estabilização da política de educação e a reorganização dos ciclos escolares.