Áustria considera adiar eleição por problemas com boletins

A repetição das presidenciais, marcada para 2 de Outubro, poderá ter de se realizar ainda mais tarde.

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Norbert Hofer em campanha. O candidato derotado lidera agora as sondagens Leonhard Foeger/Reuters

Alguns boletins de voto por correspondência para a eleição presidencial na Áustria estão danificados, e o ministro do Interior anunciou que está a considerar adiar a eleição, para evitar que os resultados possam voltar a ser impugnados.

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Alguns boletins de voto por correspondência para a eleição presidencial na Áustria estão danificados, e o ministro do Interior anunciou que está a considerar adiar a eleição, para evitar que os resultados possam voltar a ser impugnados.

Esta vai já ser a segunda eleição – os austríacos votaram em Maio mas o Tribunal Constitucional ordenou a repetição da eleição depois de uma queixa do partido de extrema-direita FPÖ. O candidato dos Verdes, Alexander Van der Bellen, venceu por uma pequena margem (31 mil votos) contra Norbert Hofer, do FPÖ.

O FPÖ invocou problemas com a votação postal e recorreu ao Tribunal Constitucional, que anulou o resultado eleitoral. O Tribunal defendeu que embora não tenha sido deliberado, houve desleixo na contagem o que pode ter afectado o resultado.

Desta vez, Hofer lidera as sondagens, ainda que com menos de 5 pontos percentuais de diferença. Se vencer, será o primeiro chefe de Estado de extrema-direita de um país da União Europeia.

O ministro do Interior, Wolfgang Sobotka, referiu assim que se “um aparente problema na produção impossibilitar que a eleição seja conduzida propriamente, então é meu dever como responsável da autoridade eleitoral considerar imediatamente um adiamento”.

Segundo o diário Die Presse, foram detectados 500 boletins de voto danificados. Não é claro que tipo de defeito tinham. Mas se um voto for declarado inválido por defeito e não por culpa do eleitor, isso será certamente uma razão para contestar a eleição em caso de resultado próximo entre os dois candidatos.

O gabinete do ministro diz que a decisão sobre se a data se mantém ou é adiada deverá ser tomada no início da próxima semana.