Partir a louça

Balada de um Batráquio toca, com graça e agressividade, na mouche do preconceito.

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Um pequeno agit-film, entre a fábula como quem não quer a coisa (o relato inicial sobre o triste destino dos sapos), a evocação autobiográfica (as imagens finais da cerimónia registada em vídeo caseiro), e claro, aquele sector intermédio que é o momento de uma raiva slapstick onde tudo se resume a escavacar os horríveis sapos de louça que ainda andam por aí nas montras das lojas.

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Um pequeno agit-film, entre a fábula como quem não quer a coisa (o relato inicial sobre o triste destino dos sapos), a evocação autobiográfica (as imagens finais da cerimónia registada em vídeo caseiro), e claro, aquele sector intermédio que é o momento de uma raiva slapstick onde tudo se resume a escavacar os horríveis sapos de louça que ainda andam por aí nas montras das lojas.

Na internet já se leram comentários bem cretinos a este pequeno filme de Leonor Teles (é procurá-los caso interessem), mas até por eles se percebe a que ponto Balada de um Batráquio toca, com graça e agressividade, na mouche do preconceito: é que o filme não diz nada sobre os ciganos, mas diz muito sobre a aversão e o medo que deles se tem, ao filmar o falhanço da “maldição do sapo” no momento em que ela é escaqueirada. E está muito bem assim, a insolência inteligente é sempre um bom espectáculo.